- Adonias Soares
- 06/04/2009
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Não houve troca de comando na Guarda Municipal de Presidente Dutra como se comenta nos quatro cantos da cidade. Em cada esquina o comentário corrente é que Roberliro, filho do folclórico João Graça Aranha seria o novo comandante da guarda em substituição ao sub-tenente Barbosa. Nada disso. Em contato com o blogue, o Secretário Municipal de Administração Gustavo Mamede disse que a prefeita Irene Soares está pensando em reorganizar o trânsito da cidade, para isso vai ativar a guarda do trânsito, cujo comandante será Roberliro, Barbosa continua no comando geral da GM. O assunto tem causado desconforto entre os próprios membros da instituição, eles alegam que todos os guardas foram aprovados em concurso público realizado pela prefeitura e receberam treinamentos e orientações em diversas áreas. “Depois de tudo isso agora sou obrigado pela prefeita a ser comandado por uma pessoa que está entrando pela janela sem nunca ter recebido um só treinamento, aliás, ele não sabe nem como funciona a Guarda Municipal”, afirmou um guarda que não quis se identificar.
Aquartelados.
Há mais ou menos um ano e meio os guardas municipais estão aquartelados em sua sede no antigo prédio da torre de TV, não saem para trabalhar alegando falta de condições de trabalho, eles reivindicam melhores salários, adicional de periculosidade e uma viatura, promessa da prefeita durante a campanha eleitoral de 2004. Enquanto seus pleitos não são atendidos eles ficam por lá, contando piadas e jogando carteado e o contribuinte pagando a conta de seus salários.
Desvio de finalidade.
O grande problema da Guarda Municipal é o desvio de finalidade para o qual ela foi criada. O comandante da 11ª Cia Independente da Polícia Militar de Presidente Dutra na época, contratado pelo então prefeito Joaquim Figueiredo para implantar a GM, colocou na cabeça desses “meninos” que eles deveriam agir como militares e não na defesa do patrimônio público conforme reza em seu estatuto. Fardados e armados com cacetetes, uns até com armas de fogo, foram para as ruas. Abordaram veículos, motos, prenderam gente e bateram em bêbado. Fizeram arruaça até no balneário Tiúba em Tuntum respaldados por uma suposta autoridade que haviam lhes dado. Logo os guardas ganharam a antipatia da população e passaram a receber ameaças de taca e de morte. Talvez esse tenha sido o verdadeiro motivo da prefeita Irene Soares ter os colocados na “geladeira”. A sociedade espera uma resposta urgente dos poderes competentes.
- Adonias Soares
- 05/04/2009
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A saída de Jackson Lago do governo do estado tende a refletir e muito na política de Presidente Dutra, pelo menos no que diz respeito aos cargos estaduais. Alguns dos políticos profissionais locais que embarcaram nessa, atraídos por promessas de Lago, agora estão prestes a naufragarem junto com ele. O rateio dos cargos estaduais locais chegou a ser escandaloso. O atual vice-prefeito Zezão empregou boa parte de seus parentes, tudo em nome de uma liderança que diz ter no município. A prefeita Irene Sereno também foi beneficiada. Se não ganhou cargos importantes, ganhou polpudos convênios. O grupo Jurandy/Juran é outro que não ficou de fora da mamata Jackista emplacando parentes em alguns cargos chaves. Com a posse da senadora Roseana Sarney, resta saber qual o caminho que esses profissionais da política irão seguir: Se manterão na oposição ou irão tomar bênção ao novo governo?
Zezão.
Mesmo sendo somente vereador na época, Zezão conseguiu nomear pelos menos três parentes nos melhores cargos. Mariinha Martins (irmã) é Gestora da Educação, Carlos Alberto Nunes, o Babé (Sobrinho) é Diretor Operacional da Caema e Marinete Martins (esposa) é Gestora da Saúde
Jurandy
O grupo do ex-prefeito Jurandy Carvalho também desfruta das benesses do governo da libertação. Juran é gestor da Aged, o genro de Jurandy (Clailson) é funcionário do Deint, Jurivaldo Carvalho (irmão) é gestor adjunto da Educação.
Irene
A prefeita Irene não se preocupou em nomear quase ninguém, contentou-se apenas em adquirir convênios, muitos convênios. O governo foi rápido ao liberar esses convênios e conivente com sua execução, ao não fiscalizá-los de forma correta. Portanto não se iludam se esse mesmo pessoal continuar com o governo Roseana. Não sei se digo: “Que eles precisam uns dos outros” ou “Se eles se merecem”. E o povão? Ah! Esse é um “problema” fácil dos políticos resolverem. Ano que vem tem eleição e tem sandália, telha, tijolo, dentadura…
- Adonias Soares
- 04/04/2009
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Todas as etapas do processo de cassação do governador Jackson Lago já foram concluídas antes do julgamento final, inclusive com o parecer da Procuradoria Geral de Justiça sobre os recursos de embargos declaratórios apresentados pelos seus advogados e as contra-razões dos advogados roseanistas. Pelo fato do relator ministro Eros Graus (foto) ter viajado para a França e só retornar possivelmente na segunda-feira dia 13 de abril, o processo deverá ir a plenário para votação na sessão seguinte ao seu retorno. Quer dizer; mesmo cassado o velhinho ainda tem mais alguns dias de fôlego, um presentinho prá não passar a páscoa triste.
- Adonias Soares
- 02/04/2009
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BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve iniciar hoje a contagem regressiva para o julgamento dos Embargos de Declaração interpostos pelo governador Jackson Lago (PDT) contra a decisão de cassar o seu mandato. Ontem, o ministro-relator Eros Grau encaminhou o processo (incluindo o Acórdão do dia 3 de março e os embargos) ao Ministério Público Eleitoral, que o devolveu com o despacho de que não interporá recurso. Os advogados da coligação “Maranhão – A Força do Povo” vão interpor hoje as contrarrazões aos embargos de Jackson Lago. A partir daí, após nova ciência do MPE, o processo estará pronto para ser apreciado no plenário da Corte Eleitoral. Segundo explicou o advogado Erick Janson Marinho, que atua na banca da coligação autora do processo, ao receber ontem o inteiro teor dos autos, o representante ministerial teve ciência, também, dos Embargos de Declaração. “O MPE já conhece dos recursos de Jackson e decidiu não apresentar questionamentos. Nós estaremos de plantão no TSE para apresentar nossas contrarrazões”, disse Marinho.
Tramitação
De acordo com o “Sistema de Acompanhamento Push” do TSE, o processo de cassação de Jackson Lago foi encaminhado à Procuradoria Geral Eleitoral ontem, às 16h06, já com os Embargos de Declaração juntados ao processo no dia 3 de março. Às 18h35, foi juntada a manifestação do MPE com o seguinte teor: “O Ministério Público Eleitoral manifesta-se no sentido de não interpor no caso nenhum recurso”. Às 18h49, o ministro Eros Grau deu o seu despacho, abrindo novo prazo de três dias, desta vez para os embargados (a coligação “Maranhão – A Força do Povo”). É a partir desse novo prazo que começa a contagem regressiva. Os autores da ação não vão esperar os três dias para apresentar as contrarrazões, que devem ser protocoladas na manhã de hoje. “A expectativa é que ainda hoje essas contrarrazões sejam encaminhadas ao MPE, para nova vista. Se isso ocorrer da forma como ocorreu nos embargos, o processo estará pronto para ser votado no TSE”, explicou Erick Janson Marinho. Segundo os advogados da coligação “Maranhão – A Força do Povo”, a partir da ciência ministerial o relator Eros Grau pode levar o processo independente de prévia inclusão na pauta de julgamentos. As sessões no TSE acontecem às terças e quintas-feiras. As duas últimas sessões antes da Semana Santa ocorrem hoje e na terça-feira, dia 7 de abril.
- Adonias Soares
- 01/04/2009
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O governador cassado Jackson Lago (PDT) está só. Ele e seus balaios. Os ex-aliados da “frente de libertação”, aqueles que apostaram na pseudo-mudança por meio do pedetista, já pularam do barco desde a cassação decidida pelo TSE.
Trabalhando para ser o herdeiro de Jackson Lago, desde 2002, o deputado federal Roberto Rocha (PSDB) nunca mais foi visto em eventos políticos ao lado do governador cassado. Rocha já descartou, inclusive, qualquer chance de Jackson Lago retomar o comando do estado. Como ele disse a Sá, sua prioridade agora é a reeleição para a Câmara Federal.
E o governador cassado que se vire…
Outro que deixou Jackson Lago falando sozinho foi o também deputado federal Flávio Dino (PCdoB). Este, aliás, tem demonstrado clara insatisfação com o governador desde as eleições de 2008, quando o pedetista optou por apoiar o tucano João Castelo (PSDB) à prefeitura. Não há notícias de Flávio Dino em qualquer manifestação contra a cassação de Jackson Lago.
Seu partido tem até feito críticas à atuação de Jackson Lago…
O abandono dos aliados tem sido comentado até nos setores da imprensa alinhados ao Palácio dos Leões.O jornalista Gilberto Lima critica em seu blog, hoje, a ausência de deputados estaduais e federais no movimento balaiada de ontem, na Praça Deodoro. Segundo Lima, apenas os deputados federais Domingos Dutra (PT) e Julião Amin (PDTT) participaram do ato de despedida de Jackson. “Será que já estão preparando o ‘pulo do gato’ para o outro lado da ponte?”, perguntou o jornalista, um dos maiores jackistas da imprensa maranhense (leia aqui)
Nunca mais se ouviu falar em Ribamar Alves (PSB), Carlos Brandão (PSDB) e outros ex-libertadores…
Na Assembléia, então, o clima é de total despedida. Estavam no ato final da balaiada os deputados Marcelo Tavares (PSB), Marcos Caldas (PTdoB), Edivaldo Holanda (PTC), Rubens Pereira Júnior (PRTB, Penaldon Jorge (PSC) e Valdinar Barros (PT). Muitos dos demais, já se preparam mesmo para formar a nova base governista, assim ue Roseana Sarney assumir.
Seguem exatamente o que diz o dito popular: ‘Rei morto, rei posto”.
- Adonias Soares
- 01/04/2009
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BRASÍLIA – Os escrivães judiciais do Estado do Maranhão devem ter curso superior para permanecerem nos cargos. A decisão foi tomada nesta terça-feira (31/03) durante a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os conselheiros decidiram que o Tribunal de Justiça do Maranhão deve seguir a Resolução nº 58 do CNJ. O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) terá o prazo de seis meses para se adaptar à decisão.
A resolução do CNJ determina que os tribunais de Justiça passem a exigir, “como requisito para provimento do cargo de escrivão judicial ou equivalente, a conclusão de curso superior, preferencialmente em Direito”. A decisão do Conselho foi tomada a partir de consulta feita pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (Sindjus-MA). A entidade questionou se o TJMA deveria seguir a Resolução 58 ou o Código de Divisão e Organização Judiciárias do Estado do Maranhão (Lei Complementar 014/1991).
A Lei complementar 14/91 abre exceção nos seguintes casos: “Nas comarcas do interior em que não for possível a nomeação de secretário judicial portador de diploma de curso superior, poderá o presidente do Tribunal, mediante justificativa do juiz e com autorização do Plenário, nomear portador de certificado de conclusão de curso de ensino médio”. Em seu voto, o relator do caso, conselheiro Paulo Lôbo, afirmou que “as resoluções do Conselho Nacional de Justiça são de observância geral e caráter obrigatório”.
As informações são do CNJ