- Adonias Soares
- 16/07/2012
- 25 Comentários
O ainda vice-prefeito e candidato a vereador José Nunes Martins, mais conhecido pela alcunha de Zezão (PDT), assim com fez ao longo de sua carreira política, mostra total incapacidade de pensamento e criatividade, até mesmo para a criação de um simples slogan de campanha: “Presidente Dutra tem Opção”: é o que está escrito no seu adesivo de campanha publicado na Rede Social Facebook do seu filho Lucas Nunes. Veja abaixo.
Zezão levou mais de trinta anos de mandado para descobrir que somente agora é uma opção para Presidente Dutra. Isto só pode ser um deboche com o eleitor ou uma piada de mau gosto. O vereadorzão de seis mandatos, que não serve para outra função política no grupo ireneano, a não ser para ser candidato a vereador, excluiu da tal “Opção” até mesmo seu pimpolho, o balaio Aristeu Nunes (PDT) que faz dupla com o candidato da prefeita Raimundinho da Audiolar (PTB). Em quatro anos atuando como vereador, Aristeu Nunes, na visão de seu pai Zezão, não conseguiu sequer ser uma opção para os presidutrenses. Isso leva a crer que nas outras eleições que disputou, Zezão nunca foi uma Opção, e sim uma obrigação.
- Adonias Soares
- 16/07/2012
- Deixar Comentário
A sobrevivência no marasmo, na acomodação da dependência do poder público, chamamos no popular: MAMATA. Trata-se de uma benesse sem sentido, pelo menos deveria ser, visto que difere muito da realidade do povo brasileiro. Por que um amigo, um parente, ou um servidor público teriam direito a essas benesses, se a maioria da população do município não as tem? A explicação para este ‘lucro’ que não advém de trabalho ou esforço, é vergonhosa.
O vicio deve-se a vários fatores, um deles, é a própria comodidade, salvo algumas exceções, “trabalhar” para Prefeituras é bem fácil, às vezes nem precisa comparecer ao local da prestação dos serviços ao qual foi contratado. Outro fator comum, mas não menos importante, é a falta de competência profissional. Tem pessoas que tem medo de enfrentar os percalços da vida e, terminam encontrando nas Prefeituras a maneira de sobrevivência, ficando subserviente e acomodado com o sistema. Alguns até estudam e conseguem uma formação profissional. O que adianta você fazer um curso, gastar com estudos, ter uma formação profissional e não exercer esta profissão? A justificativa geralmente pode ser observada de forma simples, tendo em vista que o dinheiro gasto com os estudos não foi ganho de forma sadia, não houve esforço nenhum para ganhá-lo.
Em final de mandato, surge à possibilidade da MAMATA terminar, ai vem o desespero em alguns “colaboradores” do sistema. Bate logo a idéia que vai ficar “desempregado” e, não vai mais ter as benesses do seu atual “empregador”. Como a pessoa não tem sustentação própria, nem financeira, nem intelectual, o que acontece? Desespero total. Alguns partem para os extremos, levam a defesa do seu grupo político na “ponta da chuteira”, é chute para todos os lados e, salve-se quem puder. O que importa nesses casos é manter a situação de sobrevivência, de comodidade e subserviência.
Em época de eleição começa aparecer às mazelas para tentar atingir o adversário. É óbvio que existe muita gente despreparada ocupando importantes cargos, em todas as esferas do governo. Serve o interesse daquele momento. Ninguém está preocupado se vai ser bom ou não para a sociedade. Se atender os objetivos de poder, tudo bem, pode ser qualquer um, basta ter a indicação. E isto às vezes torna-se um verdadeiro desastre para a administração.
Não sou contra quem trabalha para órgãos públicos, mas não podemos entender como correto, que os órgãos públicos sejam cabides de empregos, onde cada gestor acomoda seus “protegidos” como se fosse uma empresa privada. Colaboradores honestos e competentes têm aos montes e a disposição, o que falta é oportunidade. Mas como ter oportunidade, se as vagas não são preenchidas por competência, e sim por indicações políticas e de parentes?
Para os que estarão incomodados com a explanação do tema e, estão vestindo a carapuça, com certeza vão apelar para o lado pessoal. Geralmente são as pessoas que estão com os seus interesses contrariados e, fazem questão em usar argumentos escusos para tentar denegrir a imagem pessoal, pois lhes faltam argumentos e conhecimentos para debater os temas propostos nos artigos. Vou adiantando que eu nunca trabalhei para órgãos públicos, nunca prestei favor e nunca precisei de nenhum favor do poder público. Sou independente financeiro e politicamente. Não sou procurador dos meus parentes e, como pessoa física, falo e respondo pelos meus atos. Não sou a favor se algum parente é “colaborador” de algum órgão público e permanece no cargo por alguma força que não seja a da competência. Não concordo com empregos via nepotismo, clientelismos, paternalismos, corporativismos e, qualquer outra forma que não seja pela competência e pelo conhecimento, pois todos tiveram oportunidades para desenvolvimento profissional, sem necessidade de estar à disposição do poder público.
A oferta de “MAMATA” é um fantástico instrumento de poder, de domínio, de controle da sociedade. Serve fundamentalmente aos governantes, tendo às vezes, efeitos colaterais graves e, o atraso no desenvolvimento da sociedade.
Mas, é só o início da campanha. Deixamos aqui, para finalizar, a famosa frase do “letrado” ex-presidente corintiano, Vicente Matheus: “O jogo só acaba quando termina”.
- Adonias Soares
- 14/07/2012
- 16 Comentários
Conforme noticiado por este blog em novembro do ano passado, após denúncia do médico Agripino Gomes Campos Neto (Leia aqui) de que o Hospital Biné Soares teria realizado alguns procedimentos para o diagnóstico de Glaucoma, o que não ocorreu, o Ministério da Saúde, através do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, apresentou o Relatório de Auditoria N.º 11762, apontando a prefeita Irene Soares, a Ex-Secretária Municipal de Saúde Terezinha Aquino Moto Cruz, o Sócio Proprietário da Clinica Oftalmocentro de São Luis e o Oftalmologista Marcos André Oliveira Braga, como responsáveis por desvio um milionário no setor de saúde de Presidente Dutra. Foi o que concluíram os Auditores do MS, conforme se ler nas folhas 21 e 22 do citado documento em poder do blog. Clique na imagem para ampliar.
Abaixo, trechos contidos no Relatório acima.
“O Gestor é reincidente na não conformidade detectada, relatada também na constatação nº 121753 do Relatório de Auditoria nº 10.665 do DENASUS/MS”.
Sobre a Justificativa: “O Sócio Proprietário Enzo Vinícius Alves Pinto Ferraz, apresentou a mesma justificativa para SEIS constatações do Relatório Final de Auditoria encerrado, em 03/02/2012, sem apresentar justificativas específicas para constatações acima”
Continua o Relatório: “Em suas justificativas, Enzo Ferraz afirma que fora a sua assinatura no contrato com a Prefeitura de Presidente Dutra, não assinou nenhum outro documento sequer. No entanto, como Sócio Administrador deveria ter assinado a produção cobrada/recebida da Secretaria Municipal de Saúde. Além de não apresentar documentação comprobatória dos serviços cobrados, reafirma a falta de conferência e falta de assinaturas nos formulários de BPA-1 (modo papel) que deveria conter os atendimentos/procedimentos realizados, que conforme descrito no Manual Técnico Operacional do Sistema de Informações Ambulatoriais SAI/SUS essas informações devem ser preenchidas pelo prestador de serviço e assinadas pelo responsável pelo Estabelecimento de Saúde. Indaga se a responsabilidade a cerca das irregularidades verificadas não seria da Clinica vencedora da licitação. Alega que com os recursos repassados pela contratante, após dedução dos impostos, foram adquiridos colírios e materiais de expediente, sendo repassado o restante dos recursos ao médico responsável pela execução dos serviços Marcos André Oliveira Braga, o que supostamente o desobrigaria de eventual ressarcimento dos recursos públicos. O fato é que sendo o representante legal da Clinica Oftalmocentro e signatário do contrato celebrado com a Prefeitura de Presidente Dutra é responsável também pelas irregularidades encontradas. A equipe não acata as justificativas apresentadas”.
CONCLUSÃO
“A auditoria realizada no Município de Presidente Dutra evidenciou que a população não recebeu os atendimentos informados no Sistema de Informação Ambulatorial do SUS, referente aos procedimentos de Diagnóstico e Tratamento de Glaucoma. A Validação, o Processamento e a Autorização de pagamentos para esses procedimentos causaram prejuízo tanto para o erário, quanto para a população, gerando proposição de ressarcimento no valor total de R$ 1.847.668,42 (UM MILHÃO, OITOCENTOS E QUARENTA E SETE MIL, SEISCENTOS E SESSENTA E OITO REAIS E QUARENTA E DOIS CENTAVOS), decorrente de pagamentos por PROCEDIMENTOS NÃO REALIZADOS e/ou REALIZADOS DE FORMA IRREGULAR por não obedecer ao definido na legislação pertinente”, diz o Relatório.
Quer entender melhor o caso? Clique nos links abaixo.
Auditoria do Ministério da Saúde: Diretores do Hospital Biné Soares negam atendimento oftalmológico.
Irene Soares monta estratégia para defender Secretária de Saúde.
Vereador Jarbas Araújo foi o único a defender Terezinha Cruz.
Auditores do Ministério da Saúde ouviram também a Secretária Municipal de Saúde.
Agripino registra Boletim de Ocorrência e saúde municipal vira caso de polícia.
Vereadores de oposição pedem rigor na apuração das denúncias contra a Secretaria Municipal de Saúde.
Vereadores de oposição entregam denúncias a Fátima Travassos.
Secretária Municipal de Saúde de Presidente Dutra é jogada para “escanteio”
Irene Soares exonera Terezinha Cruz e contrata amigo do namorado para tentar tapar o rombo na Saúde
- Adonias Soares
- 13/07/2012
- 8 Comentários
Relatório do Ministério da Saúde aponta indícios de desvio milionário no setor de saúde de Presidente Dutra. O MS chegou a esta conclusão despois da visita de Auditores ao Hospital Biné Soares em novembro do ano passado. Foram ouvindos o médico Agripino Gomes Campos Neto e a diretora administrativa do HBS sobre procedimentos referentes a atendimentos de glaucoma registrados no sistema do SUS – Serviço Único de Saúde. Terezinha de Jesus Aquino Moto Cruz, Secretária Municipal de Saúde na época também foi sabatinada pelos Auditores e o resultado é um Relatório que nitoglicerina pura. Mais tarde volto ao assunto.
- Adonias Soares
- 13/07/2012
- 7 Comentários
Em reunião intermediada pelo Juiz Eleitoral da Comarca de Presidente Dutra Ferdinando Marco Gomes Serejo Sousa, representantes dos cinco candidatos a prefeito resolveram, em comum acordo disciplinar a propaganda volante durante a campanha eleitoral deste ano. Pelo que ficou acordado, cada candidato a prefeito só vai ter direito a cinco carros de som e dezesseis para cada coligação de vereador. O carro de som do candidato a vereador só poderá tocar a sua própria música, mas pode citar o nome e o número do seu candidato a prefeito. Todos os carros deverão estar cadastrados no Cartório Eleitoral. Trios Elétricos e Mini-trios, como já determina a legislação eleitoral, só podem ser utilizados como palcos em locais de concentrações ou comícios, sem apresentação de bandas de músicas.
Outras formas de Propaganda
Motos e Bicicletas sonorizadas estão proibidas de veicular propaganda eleitoral sob pena de serem recolhidas por ordem da justiça eleitoral. Os paredões de som muito utilizados durante as carreatas e por vezes parados em portas de bares ou interditando ruas, não serão permitidos. Até os veículos particulares que permanecerem parados nas ruas ou portas de estabelecimentos comerciais perturbando a ordem pública vão ser punidos: “Nestes casos serão aplicadas as leis do silêncio e de trânsito”, afirmou o Juiz Eleitoral.
Abusos
O Juiz Eleitoral Ferdinando Marco, em outra ocasião já havia declarado a este blog a intenção de chamar os representantes dos candidatos no sentido de se chegar a um número máximo de Carros de Som nas eleições deste ano: “Sempre faço isso nas eleições que estão sob minha responsabilidade”, disse o Juiz. A preocupação do Juiz Ferdinando tem razão de ser: O abuso do poder econômico praticado pelos candidatos endinheirados na contratação de carros de som e a falta de sossego da população. Para se ter uma idéia, na eleição passada (2008), só a então candidata a reeleição, prefeita Irene Soares contratou na época mais de setenta carros de som, fora o Trio Elétrico Zeus do deputado Rigo Tele que vez por outra aparecia para dar uma força na campanha irenista. Este ano, o barulho e os abusos começam ser coibidos. A população, penhoradamente agradece.
- Adonias Soares
- 12/07/2012
- Deixar Comentário
O ex-prefeito de Tuntum Cleomar Tema Cunha (PSB), candidato a prefeito da cidade nas eleições deste ano, teve a candidatura impugnada pelo PRTB, na terça-feira (10).
O partido pede a cassação do registro de candidatura dele baseado em certidão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que confirma a desaprovação das contas apresentadas em 2003 pela Prefeitura de Tuntum, durante a gestão de Tema (veja documento abaixo). A decisão foi publicada no Diário Oficial em 2008, a partir de quando deve ser contado o período de inelegibilidade de oito anos do candidato, como manda a Lei da Ficha Limpa.
Além disso, o ex-prefeito teve as contas referentes ao exercício financeiro de 2007 também rejeitadas. Mas estas ainda não foram definitivamente julgadas devido a um pedido de vistas do conselheiro Raimundo Oliveira Filho, que alegou falta de documentos e pediu mais tempo para analisar os processos (reveja).
A partir da última terça-feira (10), a defesa do candidato tem um prazo de sete dias para contestar o pedido de impugnação da candidatura. O limite para a Justiça Eleitoral julgar todos os recursos sobre processos de registro de candidaturas às eleições municipais encerra-se no dia 23 de agosto.
Rapina
O candidato do PV à Prefeitura de Tuntum foi um dos principais alvos da Operação Rapina, deflagrada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal em 2007 e que denunciou à Justiça Federal 22 pessoas acusadas de fraude de recursos públicos. Todos os envolvidos foram presos naquela ocasião.
No apartamento de Cleomar Tema, em São Luís, a Polícia Federal apreendeu, na época, documentos que comprovariam as denúncias de desvio de dinheiro público e fraudes em licitações, além de R$ 25 mil em dinheiro e um valor não informado em dólares.



