Na Avenida Tancredo Neves tudo pronto para o maior Carnaval Lava-Pratos do interior do Maranhão.  Este ano, a cidade de Presidente Dutra promete tremer com duas atrações de peso: Durval Lélis  do Asa de Águia e a superbanda Lambasaia, garantindo música de qualidade, alegria e muita animação para os foliões.

Além disso, a cidade deve receber foliões de toda a região central do Maranhão, transformando a Avenida Tancredo Neves em um grande palco de alegria. Não perca essa grande festa. É hoje, sexta-feira, a partir da 21h. Uma promoção da Prefeitura Municipal de Presidente Dutra.

A Câmara Municipal de Presidente Dutra pode está novamente no centro de um escândalo. Desta vez, e como de costume, o alvo é o presidente da casa, vereador Ricardo Lucena, que tem tudo para ser chamado para uma conversa de “pé de ouvido” com o Ministério Público após a publicação desta matéria, que vem mostrar os gastos astronômicos com cargos comissionados.

Para se ter uma ideia, em apenas 24 meses, a Câmara Municipal gastou R$ 1.750.768,58 (um milhão, setecentos e cinquenta mil reais) somente com funcionários comissionados. Os valores são estratosféricos: conforme documentos disponíveis no Portal da Transparência, as folhas de pagamento desses servidores variam entre R$ 23 mil e R$ 89 mil reais mensais.

A pergunta que não quer calar: quem são esses comissionados, e o que fazem para justificar tais salários?

O que mais chama atenção é que não há registro desses funcionários atuando de forma efetiva no Palácio Vereador Jean Carvalho. Os vereadores se reúnem apenas uma vez por semana para uma “dura e cansativa” jornada de “trabalho” que dura  em média quatro horas. Nos demais dias, o movimento no prédio é mínimo.

Perguntar não ofende:

– Onde estão esses comissionados?

– Quais funções desempenham no prédio da Câmara para merecer estarem na folha de pagamento?

– Quem são essas pessoas que ninguém ver, não sabemos quem são, o que fazem e em qual diário oficial consta suas nomeações?

Ricardo Lucena, que sempre se gaba de transparência e honestidade, agora tem a chance de explicar à população esses gastos tão absurdos. Caso contrário, poderá ter que dar satisfações em outro lugar: no Ministério Público, por exemplo.

A população de Presidente Dutra, que sustenta essa “farra” toda com seus suados impostos, merece respostas urgentes e o Ministério Público deve fazer valer sua função constitucional.

Acreditamos que, com a divulgação desses valores exorbitantes, é questão de tempo até que o Ministério Público tome as devidas providências. Afinal, quem paga a conta somos todos nós, e não é justo que o dinheirinho suado dos nossos impostos seja usado para beneficiar poucos, enquanto muitos não têm sequer o que comer em casa.

 

Na última quinta-feira, dia (20/03), a Polícia Civil do Maranhão desarticulou uma quadrilha em Tuntum que cometia diversos crimes. A operação, batizada de “Jogada Final”, foi deflagrada com o objetivo de desarticular uma rede criminosa envolvida em exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação resultou na prisão de cinco pessoas e no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia de Tuntum em conjunto com a Delegacia Regional de Presidente Dutra, o Centro Tático Aéreo (CTA) e o Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT/SEIC), revelaram um esquema sofisticado e altamente lucrativo. Os investigados estariam envolvidos na exploração ilegal do jogo do “Tigrinho”, uma modalidade de jogo de azar que vem ganhando popularidade em diversas regiões do país.

Segundo as apurações, o grupo movimentava valores superiores a R$ 1 milhão por mês apenas com a exploração ilegal dos jogos. Além disso, a associação criminosa tinha ramificações em várias unidades da federação, com uma movimentação financeira total estimada em mais de R$ 1 bilhão. Os recursos obtidos de forma ilícita eram posteriormente lavados por meio de transações financeiras complexas, ocultando a origem criminosa do dinheiro.

Diante das evidências coletadas durante as investigações, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário medidas cautelares, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão, e o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Com a autorização judicial, as equipes policiais foram às ruas de Tuntum para cumprir os mandados.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão  e três mandados de prisão. Cinco pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, e diversos documentos, equipamentos eletrônicos e valores em espécie foram apreendidos. O bloqueio das contas bancárias dos investigados também foi realizado, impedindo que o grupo continuasse a movimentar recursos de origem ilícita.

A gestão do Prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles vem atravessando momento de turbulência. Nesta quarta-feira, 19/03, a secretária municipal de Educação, Marinete Moura da Silva Lobo, pediu sua exoneração do cargo. A informação foi publicada no Diário Oficial do Município, marcando o segundo pedido de exoneração de um secretário em menos de 90 dias.

Marinete Moura, uma profissional com vasta experiência na área educacional, assumiu a Secretaria Municipal de Educação em janeiro de 2024. Sua trajetória inclui passagens como gestora da Unidade Regional de Educação de Barra do Corda, entre 2004 e 2009, e como diretora do IFMA – Campus Barra do Corda. Sua nomeação foi vista como uma esperança para a melhoria da educação no município, mas sua saída levanta questionamentos sobre os desafios enfrentados pela administração atual.

A exoneração de Marinete ocorre pouco tempo após a saída da secretária de Cultura, Evanda Freire, que também pediu exoneração logo após o Carnaval. Curiosamente, Evanda ainda consta como titular da pasta no Portal da Transparência da Prefeitura de Barra do Corda, o que gerando dúvidas sobre a transição e a organização interna da gestão.

Segundo fontes do Blog de Adonias Soares em Barra do Corda, a decisão de Marinete Moura estaria relacionada à insatisfação com o tratamento dispensado pelo prefeito Rigo Telesaos seus funcionários. Apesar de não haver confirmação oficial sobre os motivos exatos de sua saída, o fato de duas secretárias pedirem exoneração em um curto espaço de tempo sugere possíveis desentendimentos ou dificuldades na condução das políticas públicas municipais.

A população do município de Santa Luzia, no interior do Maranhão, ainda está abalada com a morte da influenciadora digital Adriana Rosa Oliveira, de 27 anos. Na tarde de sábado (15), Adriana foi assassinada a tiros dentro de sua própria casa, no bairro Novo Horizonte. O caso, que ganhou grande repercussão nas redes sociais, teve um desdobramento surpreendente: o marido e o sogro da vítima foram presos em flagrante pela Polícia Civil do Maranhão no domingo (16), suspeitos de envolvimento no crime.

De acordo com as investigações, Adriana foi atingida por três tiros, sendo dois na cabeça e um no braço. O marido da vítima, Valdiley Paixão Campos, que estava em casa no momento do crime, afirmou em depoimento que um homem chegou de moto, invadiu a residência, atirou contra Adriana e fugiu. Ele disse não ter sido atingido e que não conseguiu impedir o ataque. O sogro de Adriana, Antonio do Zico, também prestou depoimento e confirmou a versão do filho.

No entanto, as contradições nas declarações e as evidências colhidas no local levaram o delegado Alisson Guimarães, responsável pelas investigações, a decretar a prisão em flagrante de ambos. A Polícia Civil também apreendeu os celulares dos envolvidos para perícia, buscando mais informações que possam esclarecer o caso.

O assassinato de Adriana gerou comoção na cidade e nas redes sociais, onde a influenciadora tinha quase 30 mil seguidores. Ela compartilhava diariamente sua rotina e fazia publicidades, conquistando uma base de fãs engajada. Familiares, amigos e seguidores lamentaram profundamente sua morte, destacando sua personalidade carismática e sua dedicação ao filho.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), se pronunciou sobre o caso nas redes sociais, classificando o crime como feminicídio e afirmando que as investigações estão sendo conduzidas com rigor. Ele destacou o trabalho conjunto das equipes da Polícia Civil de Santa Inês e São Luís para garantir que os responsáveis sejam punidos.

“Toda a minha solidariedade à família e amigos pela perda da influenciadora Adriana Rosa Oliveira, em Santa Luzia. Informo que o caso está sendo investigado com o rigor necessário. A Polícia Civil já iniciou o trabalho de apuração, com reforço das equipes da Delegacia Regional de Santa Inês e de São Luís, para chegar aos responsáveis e garantir justiça”, declarou Brandão.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas as investigações seguem em andamento. A Polícia Civil está analisando as provas coletadas, incluindo os celulares apreendidos, e ouvindo testemunhas que possam contribuir para o caso. O corpo de Adriana foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de São Luís, onde passou por autópsia, e já foi devolvido à família para o velório em Santa Luzia.

 

No último sábado, dia 15, foi oficializado o rompimento político entre o atual prefeito de Grajaú, Dr. Gilson Guerreiro (PSDB), e o grupo político do ex-prefeito Mercial Arruda. A notícia, que já circulava em bastidores, ganhou novos contornos após o prefeito confirmar a ruptura em uma conversa com o blogueiro Gildásio Brito. O estopim do conflito? Um ato de agressividade durante o Carnaval deste ano, quando o deputado estadual Ricardo Arruda (MDB), filho de Mercial Arruda, teria derrubado a porta da casa do prefeito a chutes.

A cena, escancarou as tensões que já existiam entre os dois grupos. Segundo o prefeito Guerreiro, a insatisfação do grupo dos Arrudas está relacionada ao controle das licitações da prefeitura. Ricardo Arruda, de acordo com o gestor, queria continuar comandando os processos licitatórios como se ainda estivesse na gestão de seu pai, Mercial Arruda. O prefeito acusou o deputado de manter “tratativas com os donos de empresas fornecedoras da prefeitura”, algo que ele não estava disposto a tolerar.

O contrato para a organização do Carnaval deste ano foi o ponto de inflexão que expôs a crise. Apesar de a atual gestão ser responsável pelo evento, as negociações com a empresa vencedora da licitação foram conduzidas por Ricardo Arruda. Esse fato teria sido a gota d’água para o prefeito, que decidiu colocar um “ponto final” na interferência do deputado na administração municipal.

Além dos conflitos políticos, o prefeito Gilson Guerreiro revelou que, ao assumir o cargo, encontrou uma situação financeira preocupante. A prefeitura de Grajaú possui uma dívida que ultrapassa R$ 500 milhões, grande parte dela relacionada a atrasos na Prefeitura Social. Essa situação levou à inclusão do município no CAUC (Cadastro de Aplicação de Unidades Gestoras em Consórcios Públicos), o que impede a prefeitura de firmar novos convênios e dificulta a gestão.

O rompimento entre os dois grupos políticos, que haviam caminhado juntos nas eleições de 2024, marca uma nova fase na política de Grajaú, município com mais de 73 mil habitantes localizado na região centro-sul do Maranhão. O prefeito aproveitou o anúncio da ruptura para deixar claro que não apoiará a reeleição de Ricardo Arruda à Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.

Esse episódio, que mistura agressividade, acusações de interferência e uma crise financeira, promete abalar as estruturas políticas de Grajaú. Resta saber como os eleitores reagirão a essa disputa e quais serão os desdobramentos dessa ruptura no cenário político local. Uma coisa é certa: a política em Grajaú nunca mais será a mesma.

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