- Adonias Soares
- 30/07/2025

Uma operação da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) resultou em um confronto armado nesta quarta-feira (30), no município de Alto Alegre do Maranhão. A ação, conduzida por agentes do Comando de Operações de Sobrevivência em Áreas Rurais (Cosar) — unidade especializada da PM —, tinha como objetivo o cumprimento de um mandado de prisão, mas acabou em tiroteio.
Durante a troca de tiros, um policial militar foi baleado e encaminhado imediatamente a uma unidade hospitalar. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o estado de saúde do agente é estável. Dois suspeitos também foram atingidos na ação: um deles morreu no local, enquanto o outro recebeu atendimento médico.
Além dos suspeitos feridos, outros quatro indivíduos foram presos no decorrer da operação. A SSP informou, por meio de nota oficial, que a ocorrência ainda está em andamento.
Confira a nota oficial da SSP na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informa que a ocorrência segue em andamento na cidade de Alto Alegre do Maranhão. Os fatos ocorreram durante uma operação do Comando de Operações de Sobrevivência em Áreas Rurais (Cosar), unidade especializada da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), para o cumprimento de mandado de prisão contra um suspeito com ordem judicial em aberto. No confronto, um policial militar foi atingido, socorrido, encaminhado para atendimento médico e seu estado de saúde é estável. Dois suspeitos foram alvejados; um deles foi a óbito e o outro está recebendo atendimento em uma unidade de saúde da região. Outros quatro suspeitos foram presos.”
Delegado é morto em outra operação no Maranhão
O confronto em Alto Alegre do Maranhão acontece poucos dias após uma outra tragédia envolvendo forças de segurança no estado. No dia 10 de julho, o delegado de Caxias, Márcio Mendes Silveira, foi morto durante uma operação de cumprimento de mandado de prisão na zona rural do Maranhão.
Na ocasião, Márcio foi atingido por disparos efetuados por um investigado e não resistiu aos ferimentos. Dois agentes da Polícia Civil que o acompanhavam também foram baleados, mas sobreviveram após receberem atendimento médico. A equipe de seis agentes havia saído nas primeiras horas da manhã para cumprir a missão.
Os dois casos chamam a atenção para os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais da segurança pública em ações de alta periculosidade, especialmente em áreas rurais do Maranhão. As autoridades seguem investigando os fatos.
- Adonias Soares
- 30/07/2025
Entre os itens apreendidos estão cinco veículos de luxo, uma arma de fogo e carregadores, computadores, celulares, bolsas de grife, dólares e cadernos de anotações, que vão auxiliar na continuidade das investigações.

Seis endereços foram alvo de mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (30), durante ação da Polícia Civil do Maranhão contra um grupo investigado por divulgar jogos de azar nas redes sociais. A ofensiva, batizada de Dinheiro Sujo, foi coordenada pelo Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), e teve como foco influenciadores digitais suspeitos de atuar na promoção do jogo ilegal conhecido como “Tigrinho”, associado à modalidade de caça-níqueis online.
Além das buscas, houve o sequestro de bens e bloqueio judicial de mais de R$ 11 milhões em contas vinculadas aos investigados. Foram apreendidos cinco veículos — entre eles modelos de luxo como Range Rover Velar, Range Rover Evoque, BMW e Toyota Hilux — além de uma moto aquática, celulares, computadores, uma arma de fogo e carregadores e cadernos com anotações que devem subsidiar a continuidade das investigações. Bolsas de grife e dólares também foram apreendidos.
“Esses carros de luxo estavam em nome de terceiros e foram adquiridos com os valores auferidos através dessas divulgações ilegais”, destacou o delegado Pedro Adão, chefe do DCCT.

De acordo com as investigações, o grupo usava as redes sociais para atrair vítimas por meio de promessas de lucros fáceis e rápidos. Após o cadastro em plataformas de jogos, seguidores eram orientados a realizar depósitos, movimentando valores cuja origem e destino são alvo de apuração. A divulgação do “Tigrinho” era feita por influenciadores contratados por integrantes do esquema.
Entre os investigados está uma influenciadora digital apontada como líder do grupo. Ela já possui antecedentes criminais e é ré em um processo por furto, após confessar o uso indevido de cartão de crédito de uma pessoa falecida, no mesmo dia do óbito. Nesse caso, firmou acordo de não persecução penal, e a ação se encontra suspensa.
A influenciadora também responde a outro inquérito por maus-tratos a animais, após publicar vídeos em que oferece bebidas alcoólicas ao próprio cão.
“A Polícia Civil entendeu que seria necessária a prisão da líder do grupo criminoso, porém o Judiciário entendeu de forma diversa, entendeu que não era necessária a prisão, mas decretou algumas medidas cautelares diversas da prisão para essa líder do grupo”, disse o delegado Pedro Adão.

As medidas cautelares decretadas contra a suposta líder do grupo consistem em não se ausentar de São Luís e do país sem autorização judicial, entrega de passaporte, bloqueio de redes sociais e a proibição de acesso a essas redes.
Ainda conforme o DCCT, a estrutura do grupo criminoso inclui uma advogada, suspeita de atuar na lavagem de dinheiro, e uma gerente, responsável por coordenar grupos de WhatsApp usados para captar novos apostadores.
O grupo pode responder por contravenção penal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos.

- Adonias Soares
- 29/07/2025

O Estadão – A Procuradoria-Geral da República afirma que a desembargadora Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa – cunhada do ex-presidente José Sarney -, do Tribunal de Justiça do Maranhão, combinava textos de despachos e de sentenças inteiras com seu genro, o advogado e ex-deputado federal Edilázio Gomes da Silva Júnior (PSD-MA).
Em conversas interceptadas pela Polícia Federal na Operação 18 Minutos, o genro não apenas passava suas teses sobre casos judicializados, como chegava a escrever trechos completos de sentenças no interesse de uma organização criminosa que, segundo os investigadores, se instalou na Corte estadual durante dez anos.
O Estadão pediu manifestação do Tribunal do Maranhão e de Nelma. O espaço está aberto.
Quando a Operação foi desencadeada, em agosto do ano passado, agentes federais encontraram com Edilázio quase R$ 1 milhão em dinheiro, cuja origem ele não soube explicar. Na ocasião, o genro de Nelma afirmou que a investigação ‘é baseada em ilações que buscam atingir sua imagem’. Ele se disse inocente.
Segundo a Procuradoria, além de Nelma Sarney, outros três desembargadores – um deles aposentado -, dois juízes de primeiro grau e mais 23 investigados atuavam em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa ‘nas estruturas’ do TJ maranhense.
Os detalhes do esquema constam de denúncia de 313 páginas da PGR, subscrita pela subprocuradora Luiza Cristina Frischeisen. Ela pede ao Superior Tribunal de Justiça a decretação da perda de cargos dos magistrados e a condenação de todos à devolução de R$ 54,3 milhões, valor supostamente amealhado em propinas pela organização.
Também são acusados os desembargadores Luiz Gonzaga Almeida Filho, Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Marcelino Everton Chaves (aposentado) e os juízes de primeiro grau Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza. O Estadão pediu manifestação dos magistrados, via assessoria do Tribunal. O espaço está aberto.
Segundo a acusação, Nelma, Luiz Gonzaga, Marcelino Chaves e Guerreiro Júnior ‘exerceram a liderança coletiva da organização criminosa’.
“O êxito das empreitadas criminosas dependia, ao fim e ao cabo, dos atos de ofício praticados com infração de dever funcional pelas autoridades com foro por prerrogativa no Superior Tribunal de Justiça, que controlaram e delinearam a atuação dos demais membros da organização criminosa”, sustenta a Procuradoria.

A investigação da Polícia Federal na Operação 18 Minutos – tempo entre a emissão de alvarás e saques milionários – indica que, após receber manifestação produzida pelo genro no âmbito de uma ação contra o Banco do Nordeste, Nelma encaminhou o mesmo texto para sua assessora, Carolina Arósio Jorge, incluindo-o na minuta da decisão.
“Ao final, a decisão foi expedida da forma como sugerida por Edilázio Júnior”, afirma a Procuradoria.
Nelma já está afastada das funções por ordem do Conselho Nacional de Justiça. A Procuradoria sustenta que a chefe de gabinete da desembargadora, Zely Brown, reconheceu a influência de Edilázio Júnior nas decisões.
A PF resgatou mensagem de Edilázio. “Conceder o efeito suspensivo em parte, tão somente para impedir qualquer levantamento até o julgamento do presente agravo de instrumento”, orientou o genro.

Nelma encaminhou o texto de Edilázio para a sua chefe de gabinete. Posteriormente, a manifestação do ex-deputado foi publicada como decisão judicial. “Ante o exposto, defiro o pedido liminar para conceder o efeito suspensivo requerido, ressaltando que todos os valores depositados somente poderão ser levantados por quaisquer das partes após o julgamento do mérito deste agravo de instrumento.”
Segundo a Operação 18 Minutos, entre setembro de 2015 e dezembro de 2016, enquanto exercia o cargo de corregedora-geral de Justiça do Maranhão, Nelma alterou o rumo de uma execução extrajudicial para que o caso fosse, deliberadamente, analisado pela juíza Alice Rocha, da 5.ª Vara Cível de São Luís.
A denúncia pontua que a ação ‘foi realizada em razão de ajuste ilícito (solicitação/oferecimento de vantagem indevida) com os membros da organização criminosa’.
O caso teve início em 1983. Em 1997, o advogado Francisco Xavier – que havia trabalhado no Banco do Nordeste – ajuizou uma ação contra a instituição. Ele requereu o pagamento de valores referentes a uma suposta atuação sua em uma ação em nome da instituição. Em 2014, a título de acordo extrajudicial, Xavier e seus representantes do escritório Maranhão Advogados alegaram que ele tinha um saldo a receber do banco de R$ 12 milhões.
Em 2015, a 7ª Vara Cível do Termo Judiciário da capital maranhense identificou que o pedido do advogado induzia a erro, ao fazer uma atualização incorreta dos valores de cruzeiros para reais. Segundo o setor de contadoria, o saldo remanescente seria de R$ 51,9 mil.
Para tentar reverter a decisão, diz a Procuradoria, o grupo teria atuado com Nelma Sarney para afastar o juiz natural da causa, indicando a juíza Alice Rocha, que possibilitou a execução de valores inflados no processo.
Segundo a denúncia, Edilázio Júnior era sócio do escritório Maranhão Advogados e atuou com os advogados Felipe Ramos, filho de Francisco Xavier, e Carlos Luna para “negociar” com Nelma.
AJUSTE DE DECISÕES
A Operação 18 Minutos identificou mensagens no celular de Zely Brown, assessora e chefe de gabinete de Nelma Sarney, “Fica evidente o recorrente ajuste de decisões entre a desembargadora e Edilázio Júnior.”
Em uma ocasião, Zely ‘mencionou expressamente’ que recebeu um pedido de Edilázio para que Nelma concedesse efeito suspensivo em um recurso de apelação.
No dia 8 de junho de 2022, Zely escreveu. ‘Segue decisão de reconsideração para a senhora analisar e autorizar a inserção no pje’
Nelma pergunta. ‘de que?’
Zely. ‘Empresa são benedito – pedido de edílázio para reconsiderar a concessão do efeito suspensivo antecipatório da apelação’.
Nelma. ‘Ok’
A Procuradoria diz que a organização era formada por três núcleos – judicial, causídico e operacional. A função de Edilázio no esquema, descreve a acusação, foi a de representar os interesses dos magistrados supostamente corrompidos, fazendo a ‘ponte’ entre os núcleos judicial e causídico da organização criminosa.
“O denunciado, além de colaborar com os magistrados no recebimento das vantagens indevidas, agiu para ocultar e dissimular a origem criminosa dos valores, tendo se beneficiado do dinheiro.”

Ainda segundo o Ministério Público Federal, para garantir o pagamento aos magistrados, foi orquestrado um esquema de lavagem de dinheiro, a partir do fracionamento de saques e transferências bancárias para contas de terceiros.
A Operação 18 Minutos foi desencadeada no dia 14 de agosto de 2024, por ordem do ministro João Otávio de Noronha, do STJ. A investigação recebeu esse nome porque 18 minutos foi o tempo entre a decisão judicial e um saque de R$ 14,1 milhões contra o Banco do Nordeste. Um outro saque foi de R$ 3,4 milhões.
‘LÍDER’
A Procuradoria pede a condenação da desembargadora Nelma Sarney pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com a qualificação de ‘líder do grupo’.
A Edilázio, foram imputados os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço à investigação.
“As provas demonstram que os desembargadores e os advogados não negociaram somente as decisões narradas nos eventos 1 e 2 (alvarás contra o Banco do Nordeste), mas mantiveram um vínculo estável e permanente durante anos, inclusive com pagamentos de vantagens indevidas às autoridades para estabelecimento de uma relação de favorecimento recíproco e troca de vantagens indevidas, com vistas à perpetuação do esquema”, afirma a subprocuradora-geral Luiza Cristina Frischeisen, que subscreve as 313 páginas da denúncia.
ESTÁVEL E DURADOURA
A Operação 18 Minutos destaca que Nelma e Edilázio ‘recorrentemente, negociaram juntos o recebimento de vantagens indevidas em troca de atos de ofício da desembargadora’.
A denúncia aponta que uma ‘relação estável e duradoura para o recebimento de vantagens indevidas restou evidente pela ocorrência de reuniões presenciais’ entre Nelma e advogados na casa de Edilázio. “Nos dias dos encontros ou nos dias anteriores, os advogados sacaram milhares de reais em operações fracionadas.”
A PF reconstituiu datas de ‘encontros presenciais’ do grupo para pagamento de propinas por meio de dinheiro em espécie.
1) 6 de novembro de 2021, reunião entre o advogado Carlos Luna e Edilázio, na residência do genro de Nelma; nos dias 3 e 4, Luna e um outro advogado, José Helias Sekeff teriam feito ‘saques fracionados’; 2) 5 de maio de 2022: jantar entre Nelma, José Helias Sekeff, Carlos Luna e Edilázio, na casa do genro. No mesmo dia e no dia anterior os advogados realizaram ‘saques fracionados’.
Entre 2015 e 2023, crava a denúncia, Nelma Sarney ‘recebeu centenas de depósitos de dinheiro em espécie, operações que foram fracionadas em valores baixos a fim de evitar comunicações ao COAF (unidade de inteligência financeira que mapeia operações atípicas)’.
‘HOLDING FAMILIAR’
A desembargadora alegou em seu depoimento realizar transações com dinheiro em espécie ‘por não ter familiaridade com operações por meios eletrônicos’. Segundo os investigadores, no entanto, ela possui uma holding familiar, ‘complexo instrumento de planejamento financeiro e blindagem patrimonial’, a Tresa Empreendimentos e Participações Ltda.
A denúncia de 313 páginas ressalta que Nelma, além de receber propinas por meio de dinheiro em espécie, ‘pessoalmente e por meio de Edilázio’, também recebeu transferências e pagamentos em favor de seus familiares, realizados por advogados e laranjas.
O rastreamento identificou que entre 7 de novembro de 2022 e 12 de junho de 2023, Carlos Luna ‘pagou por volta de R$ 100 mil em boletos bancários cadastrados em nome de Edilázio Júnior e Alina Sarney (mulher de Edilázio e filha de Nelma).
“Ademais, José Helias Sekeff e Carlos Luna transferiram milhares de reais para Paulo Martins, assessor de Nelma Sarney no Tribunal de Justiça do Maranhão e ex-assessor de Edilázio Júnior na Câmara dos Deputados”, diz a acusação.
COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO E OS DESEMBARGADORES
O Estadão pediu manifestação do Tribunal de Justiça do Maranhão. O espaço está aberto também a todos os denunciados pela Procuradoria-Geral da República. (nalbert.antonino@estadao.com; fausto.macedo@estadao.com)
COM A PALAVRA, OS ADVOGADOS
O Estadão busca contato com os advogados citados na denúncia do Ministério Público Federal como envolvidos no esquema instalado no Tribunal de Justiça do Maranhão. O espaço está aberto.
- Adonias Soares
- 29/07/2025

247 – A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29) em Roma, na Itália, após ser localizada por autoridades italianas. A informação foi confirmada pelo Ministério da Justiça do Brasil. A notícia foi publicada inicialmente pelo portal G1, que destacou que a prisão ocorreu após a colaboração do deputado italiano Angelo Bonelli, responsável por informar à polícia o paradeiro da ex-parlamentar.
“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu Bonelli em sua conta na rede X (antigo Twitter), na noite desta segunda-feira (28). Zambelli era considerada foragida desde que teve seu mandato cassado e foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão. Ela é acusada de participar de uma organização criminosa digital responsável pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Condenação e fuga
A decisão do STF se deu no âmbito de investigações que apontaram a participação de Zambelli em um esquema de ataques cibernéticos ao Poder Judiciário. Após a condenação, a ex-deputada deixou o Brasil e passou a residir na Itália, país no qual possui cidadania.
Com a fuga, seu nome foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, o que permite sua prisão em qualquer país signatário do tratado internacional. O Ministério da Justiça brasileiro já havia encaminhado às autoridades italianas o pedido formal de extradição, que agora deverá ser analisado pelo governo local.
Expectativa por extradição
A detenção de Zambelli reacende o debate sobre a cooperação internacional em matéria penal, especialmente diante do uso da cidadania italiana por investigados ou condenados que tentam escapar do sistema judicial brasileiro. A expectativa é de que o governo italiano se manifeste nos próximos dias sobre o andamento do pedido de extradição apresentado por Brasília.
A defesa da ex-parlamentar ainda não se pronunciou oficialmente sobre a prisão. A operação contou com o apoio da Interpol e da polícia italiana, e as circunstâncias da detenção indicam que a articulação internacional pode acelerar o retorno de Zambelli ao Brasil para o cumprimento da pena.
Zambelli, que foi uma das aliadas mais próximas do ex-presidente Jair Bolsonaro, vinha sendo investigada desde o fim de seu mandato, quando se intensificaram as denúncias contra sua atuação em redes de disseminação de ataques virtuais contra instituições democráticas.
A prisão marca mais um capítulo no cerco judicial a integrantes da extrema-direita envolvidos em práticas ilegais durante e após os mandatos parlamentares.
- Adonias Soares
- 29/07/2025

Reunidos em um encontro articulado pelo prefeito de São Domingos do Maranhão, Kléber Tratorzão, dezenas de lideranças políticas dos municípios de São Domingos, São João dos Patos, Mirador, Gonçalves Dias, Dom Pedro, Jatobá, Graça Aranha, Buriti Bravo, Lago dos Rodrigues, Santa Filomena, São José dos Basílios, Fortuna, Paraibano, Joselândia, Presidente Dutra e Colinas declararam apoio à pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, ao governo do Estado em 2026. Foi mais um grande ato político que mostra o crescimento do nome do secretário para a disputa eleitoral de 2026.

“Com a experiência de quem está no quarto mandato de prefeito, tenho a convicção de que somente com unidade e trabalho podemos transformar o nosso município e o nosso estado. Por isso, hoje reunimos nosso grupo político e todas as lideranças do Sertão para apresentar Orleans como nosso pré-candidato a governador, porque o grandioso trabalho que vem sendo realizado por Carlos Brandão e sua equipe tem que ter continuidade”, afirmou Kléber Tratorzão, sob aplausos de vereadores, prefeitos e outros líderes políticos presentes no almoço em São Domingos, que também contou com a participação do deputado federal André Fufuca.

Orleans Brandão declarou sua alegria em ver tantos amigos do Sertão Maranhense ali reunidos, convidados pelo prefeito Kleber Tratorzão e a primeira-dama Núbia Patrol. Ao agradecer pela declaração de apoio, afirmou que aceita com muita responsabilidade e trabalho a missão que a ele está sendo confiada, com o compromisso de dar continuidade ao processo de desenvolvimento do Maranhão.
“Desde o primeiro dia em que assumi o cargo de secretário, tenho andado por todo o Maranhão, ouvindo os gestores municipais, estabelecendo parcerias e levando as políticas públicas a quem mais precisa. São mais três mil obras já entregues, como os Viva Procon, os restaurantes populares, as areninhas esportivas, a pavimentação asfáltica, e outras grandes obras sonhadas pela população, como a estrada que liga São Domingos a Graça Aranha. Também estamos combatendo a pobreza com o programa Maranhão Livre da Fome, e gerando emprego e renda para as pessoas. Vamos continuar levando desenvolvimento aos 217 municípios”, enfatizou Orleans Brandão.
- DALVINO BARBOSA
- 29/07/2025

Por: Dalvino Barbosa.
A Copa Maranhão Sub 20 competição que garante ao vencedor uma vaga na Copa São Paulo, a maior competição de base do Brasil, tem o seu encerramento da fase de grupos na tarde de hoje (29), tendo com sede duas cidades São Mateus e Tuntum. São 13 times na disputa dessa fase mais aguda da competição estadual, que tem o Imperatriz como o atual campeão. Iniciaram o certame cerca de 50 equipes. Os jogos desta fase final acontecem de 27 de julho a 2 de agosto.
Restando uma rodada já temos 4 equipes classificadas, e somente 1 eliminada, em São Mateus já garantiram vaga para próxima fase, Zé Doca e Comercial, São Vicente de Ferrer já está fora da disputa após sofrer duas derrotas. Em Tuntum, Marilia e São Domingos já garantiram o passaporte para a sequencia da competição, todas as outras equipes ainda estão na briga pela classificação.
Confira a tabela e classificação:
São Mateus:
CHAVE 1: (JUVENTUDE, MARANHÃO E Turiaçu)
Juventude 1 x 0 Maranhão
Maranhão 3 x 0 Turiaçu
JUVENTUDE SAMAS X TURIAÇÚ (Hoje)
Classificação Chave 1
1º Juventude Samas….. 3 pts
2º Maranhão………………3 Pts
3º Turiaçu…………………..0 Pts
CHAVE 2 (Comercial, São Vicente de Ferrer, Zé Doca)
COMERCIAL 1 X 0 SÃO VICENTE FERRER
SÃO VICENTE DE FERRER 1 X 2 ZÉ DOCA
– ZÉ DOCA X COMERCIAL (Hoje)
Classificação Chave 2
1ª Zé Doca…………………… 3 Pts (Classificado)
2ª Comercial…………………..3 Pts (Classificado)
3º São Vicente de Ferrer….0 Pts
TUNTUM:
CHAVE C- 3 –(TUNTUM 2- MARILIA 3- GRAJAÚ 4- TIMOM)
GRAJAÚ 0 X 2 LS TIMOM
TUNTUM 0 X 1 MARILIA
TIMOM 1 X 4 MARILIA
TUNTUM 1 X 1 GRAJAÚ
MARILIA X GRAJAÚ (Hoje)
TUNTUM X TIMOM (Hoje)
CLASSIFICAÇÃO DA CHAVE 3
1º Marilia……………….. 6 Pts (Classificado)
2º Timon………………….3 Pts
4ª Tuntum ……………….1 Pts
4º Grajau …………………1Pts
Chave 4: (Imperatriz SAI, São Domingos, Balsas)
IMPERATRIZ SAI 2 X 2 SÃO DOMINGOS
SÃO DOMINGOS 3 X 2 BALSAS
BALSAS X IMPERATRIZ SAI (Hoje)
Classificação da Chave 4:
1º São Domingos ………… 4 Pts (Classificado)
2º Imperatriz SAI…………. 1 Pts
3º Balsas…………………….. 0 Pts