- Adonias Soares
- 04/09/2025

O clima no Palácio dos Leões segue tenso e a temperatura só aumentando com mais uma canetada certeira do governador Carlos Brandão (PSB). Desta vez, quem sentiu o bafo do “jacaré” foi Odair José Neves dos Santos, ex-assessor especial da Secretaria de Estado da Educação e aliado histórico do ministro do STF e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB).
A exoneração de Odair José, publicada na última sexta-feira (29), pegou muitos de surpresa no meio político. Mas para os mais atentos, o movimento é apenas mais uma peça no jogo de xadrez que o governador Carlos Brandão vem montando desde que assumiu o comando definitivo do governo estadual, um jogo que tem como alvo direto os remanescentes do “comunismo maranhense” que ainda resistem em cargos estratégicos.
Com um histórico de serviços prestados à gestão Flávio Dino, Odair não era qualquer figura na máquina pública. Passou por cargos de destaque como secretário-adjunto de Planejamento, presidente da Comissão Central de Licitação (CCL) e diretor da EGMA, todos postos-chave durante o domínio do PCdoB no governo.
A exoneração, portanto, não é apenas administrativa; é política e simbólica. Trata-se de mais um recado claro do governador Carlos Brandão: o tempo dos comunistas no governo estadual está chegando ao fim, e não há espaço para lealdades antigas no novo desenho político que se consolida no Maranhão.
Essa movimentação também lança uma sombra sobre o relacionamento com o vice-governador Felipe Camarão (PT), que tem se mantido fiel aos aliados de Dino. Com cada exoneração, o governador parece se distanciar ainda mais do grupo político que o ajudou a chegar ao poder, sinalizando uma possível remontagem de sua base governista com vistas às eleições de 2026.
Odair José é considerado um nome de confiança do deputado federal Márcio Jerry, comandante do PCdoB no estado e um dos últimos bastiões do “comunismo raiz” que dominou o Maranhão por quase uma década. A saída de Odair fragiliza ainda mais a presença do partido na estrutura estadual e fortalece a impressão de que Brandão deseja mais independência política do que alguns esperavam.
O jacaré segue faminto
A verdade é que o “jacaré” de Brandão segue engolindo, um a um, os antigos aliados do campo dinista, deixando claro que a aliança formada em tempos eleitorais talvez não sobreviva intacta ao calor da governabilidade.
Agora só saber quem será o próximo na fila da degola e até onde Brandão está disposto a ir para consolidar sua própria identidade política.
- Adonias Soares
- 04/09/2025

Foi publicada por este Blog nesta quinta-feira (04) a informação de que o advogado Éder Amador Rodrigues havia sido exonerado da Secretaria Municipal de Educação, na verdade a demissão foi do comando do cargo de Gestor do Fundo Municipal de Educação de Joselândia. Diferente do que havia sido divulgado inicialmente, ele não deixou o cargo de Secretário Municipal de Educação, mas perdeu a função de gestor do Fundo Municipal de Educação

Com a decisão, Éder Amador segue como Secretário Municipal de Educação, inclusive, neste momento, segundo publicação numa rede social do prefeito Raimundo Zuca, o secretário e o gestor encontra-se em Brasília buscando recursos para implementação de políticas educacionais no município.
- Adonias Soares
- 04/09/2025

O “pau começou cantar” nos bastidores políticos de Joselândia, município localizado a 333 quilômetros de São Luís. Quase duas semanas após a deflagração da Operação “Lei do Retorno” pela Polícia Federal, que investiga o desvio de mais de R$ 50 milhões do FUNDEB, a primeira cabeça rolou: Eder Amador Rodrigues não é mais o Secretário Municipal de Educação, ele foi exonerado do cargo por determinação direta do prefeito Raimundo Zuca.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município no último dia 1º de setembro de 2025, marcando oficialmente o fim da gestão de Eder à frente da Secretaria de Educação, uma pasta que se tornou o epicentro de um escândalo com potencial devastador para a atual administração.
A operação e seus desdobramentos
A Operação Lei do Retorno, deflagrada pela Polícia Federal no final de agosto, teve como alvo a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Joselândia, entre outros setores, para investigar um suposto esquema de desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). De acordo com os investigadores, mais de R$ 50 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos.
Fontes próximas ao governo municipal afirmaram ao Blog de Adonias Soares que a presença dos federais nas dependências da SEMED teria sido “a gota d’água” para o prefeito, que já enfrentava pressão de aliados e da população para dar uma resposta concreta às investigações.
Queda anunciada
Desde a operação, Eder Amador já estava em posição delicada, descrita por interlocutores como uma verdadeira “balança, mas não cai”. Mas a corda arrebentou na última segunda-feira, com o anúncio de sua exoneração. Até o momento, o ex-secretário não se pronunciou publicamente sobre a demissão, nem sobre seu possível envolvimento nas investigações da Polícia Federal.
Relembre o caso
A Operação Lei do Retorno apura a atuação de uma suposta organização criminosa instalada dentro da prefeitura de Joselândia, que teria operado um esquema de fraudes em licitações, contratos superfaturados e pagamentos indevidos envolvendo recursos federais da educação.
Segundo a PF, a verba desviada seria suficiente para garantir escolas de qualidade, merenda regular e investimentos estruturais, o que não vinha acontecendo na cidade, segundo denúncias de moradores e professores.
Com a exoneração de Eder Amador, a gestão de Raimundo Zuca tenta estancar a sangria e mostrar que está colaborando com as investigações. No entanto, os desdobramentos do caso prometem novos capítulos devastadores e talvez, novas demissões.

- Adonias Soares
- 03/09/2025
O que parecia ser mais um dia comum em uma escola de São João dos Patos, no interior do Maranhão, virou cena de um verdadeiro roteiro de suspense criminal. Na manhã desta quarta-feira (3), a professora Dilceana Dias Barbosa foi surpreendida pela polícia dentro da sala de aula e saiu algemada, diante dos alunos e colegas. Ela é acusada de envenenar o próprio marido, o sargento da Polícia Militar do Maranhão, Itean Carvalho Barbosa.
Sim, você leu certo: a mulher que educava crianças agora é investigada por um crime brutal dentro da própria casa e contra alguém com quem dividia a vida e três filhos.
Envenenado dentro de casa
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 12 de maio. O sargento Itean passou mal de forma súbita em sua residência. Ainda foi socorrido na UPA de São João dos Patos e transferido para o Hospital Universitário Presidente Dutra, em São Luís. Mas, mesmo com todos os esforços médicos, não resistiu e morreu três dias depois, no dia 15 de maio.
Na época, a morte foi tratada com surpresa e luto. Mas bastou o laudo do Instituto Médico Legal sair para o enredo mudar completamente. O exame toxicológico revelou a presença do pesticida Metomil no corpo do policial, uma substância altamente tóxica, usada para matar pragas em plantações, e que não deveria estar nem perto de um ser humano.
De viúva à principal suspeita
A polícia começou a investigar e, pouco a pouco, as suspeitas recaíram sobre a própria esposa. A professora, que inicialmente aparecia como uma viúva enlutada, passou a ser vista como peça central do quebra-cabeça. As provas reunidas levaram à emissão de um mandado de prisão preventiva, cumprido nesta quarta-feira.
E o que choca ainda mais é a cena da prisão: diante de crianças, pais e colegas de trabalho, a professora foi retirada da sala de aula algemada. A notícia se espalhou como rastilho de pólvora na cidade e com toda razão.
O sargento: uma vida dedicada à segurança
Natural de Paraibano, Itean Carvalho Barbosa era um PM experiente, com mais de 20 anos de carreira. Atuava no 35º Batalhão do Médio Sertão Maranhense e era considerado um homem íntegro, dedicado à missão de proteger vidas. Em nota oficial, a Polícia Militar lamentou a perda de um profissional exemplar e se solidarizou com os filhos e familiares. “O sargento demonstrou compromisso, dedicação e honra no cumprimento da missão de proteger a sociedade. Sua memória seguirá viva no coração de todos que servem.”
O velório foi realizado no pátio do batalhão, onde companheiros de farda prestaram as últimas homenagens sem saber, na época, que a principal suspeita pelo crime estaria ali, ao lado do caixão.
- Adonias Soares
- 01/09/2025

A conta chegou, e quem pagou com juros e correção montária foi Elizângela Dutra Pereira Lucena. A agora ex-assessora sênior da Vice-Governadoria em Presidente Dutra foi oficialmente exonerada pelo governador Carlos Brandão. O ato foi publicado no Diário Oficial da última sexta-feira (29/08), e encerra, ao menos por enquanto, o ciclo de favores que sustentava a presença da esposa do vereador Ricardo Lucena no governo estadual.
Para quem não se lembra: o cargo de “assessora sênior” da Vice-Governadoria, que jamais existiu em Presidente Dutra, que tem como vice-governador Felipe Camarão, foi criado sob medida logo após as eleições de 2022, com o objetivo de arranjar uma “boquinha” para Elizângela Lucena após ela perder o cargo de Gestora Regional de Educação para uma apadrinhada da deputada estadual Ana do Gás. Ou seja, um clássico caso real de reacomodação política; ou, em bom português, “boquinha com crachá”.
O problema é que, enquanto a esposa seguia nomeada e recebendo salário do contribuinte maranhense, o vereador Ricardo Lucena começou fazer exatamente o contrário do que o governo esperava: passou a criticar o governo Brandão ao mesmo tempo em que declarava apoio ao amigo e pré-candidato da oposição, Felipe Camarão.
E não foi de forma sutil. Na sessão da Câmara Municipal de Presidente Dutra da última quinta-feira (28/08), Ricardo Lucena disparou críticas contra a gestão Brandão sem nenhuma cerimônia, esquecendo-se, ou fingindo esquecer, que a esposa Elizângela, desfrutava de cargo remunerado praticamente sem fazer nada, no mesmo governo que ele criticou. A coerência política passou foi longe.
Ricardo Lucena, que há anos ocupa a posição de bajulador-mor de Flávio Dino, parece ter achado que isso lhe dava carta branca para cuspir no prato sem perder a sobremesa. Não deu certo. Brandão, que já vem “apertando os parafusos” do seu entorno político, decidiu cortar o mimo pela raiz e mandou Elizângela Dutra Lucena de volta para a planície.
Vale lembrar que a família Lucena ocupou grandes espaços no poder na era Flávio Dino e no governo Brandão não tem sido diferente. A irmã de Ricardo e cunhada de Elizângela, Susan Lucena, ainda ocupa cargo relevante em São Luís como diretora da Casa da Mulher Brasileira e interventora da Federação Maranhense de Futebol. Mas, se depender do humor atual do Palácio dos Leões, é bom começar a fazer as malas.
O recado foi dado: quem quiser continuar “mamando nas tetas” do governo, que ao menos tenha o bom senso de ficar “pianinho”; caso contrário, o jacaré abraça. E aqui, vale a máxima: “Em governo alheio, vereador calado vale um cargo”.
Cabe agora ao Ministério Público e a Procuradoria Geral de Justiça examinar o caso, uma vez que a função que fora criada em Presidente Dutra para “acomodar” Elizângela Dutra tem tudo para ser “fantasma” já que o governo do Maranhão, jamais criou tal cargo e nao tem nenhuma estrutura da Vice-Governadoria no município.

- DALVINO BARBOSA
- 01/09/2025
Por: Dalvino Barbosa.
Com gol marcado por Clessione aos 49 do segundo tempo, o Maranhão venceu o ASA- AL por 1 a 0, na noite do último sábado, no estádio Castelão em São Luís, e largou em vantagem na briga pelo acesso na Série D. A partida, válida pela ida das quartas de final, com a vitória, o time maranhense pode até empatar no jogo da volta que ainda se garante na semifinal da competição garantindo o acesso para a série C de 2026, já o ASA precisará de uma virada jogando em casa se quiser garantir o acesso à Série C. Em caso de vitória do time alagoana por um gol de diferença, a decisão irá para os pênaltis.
Vale lembrar que os quatro times que chegarem às semifinais estarão automaticamente promovidos para a Terceira Divisão da próxima temporada.