Por: Dalvino Barbosa.
Se dentro de campo a situação do Sampaio é deprimente com sucessivas quedas serie B para Serie C, Série C para a D a crise só aumentou, depois que o professor do IFMA-Monte Castelo, Raimundo Santos de Castro, protocolou uma denúncia no Ministério Público do Maranhão que pede o afastamento imediato do presidente Sérgio Barbosa Frota, no comando do clube desde 2008. Com apoio de torcedores organizados no movimento “Resgata Bolívia Querida – Movimento pelo Sampaio Corrêa Livre, Transparente e do Povo”. A denúncia aponta indícios de gestão patrimonial lesiva, citando a venda do Centro de Treinamento José Carlos Macieira — avaliado em mais de seis milhões de reais — supostamente sem aprovação do Conselho Deliberativo e sem transparência sobre o destino dos recursos. O professor Raimundo Castro, me relatou os motivos pelos quais o levou a protocolar a denúncia.
CONFIRA NA INTEGRA AS ALEGAÇÕES:
A VERDADE SOBRE O SAMPAIO CORRÊA
- A denúncia formal
- Entrei com representação no Ministério Público do Maranhão pedindo:
- Afastamento cautelar imediato do atual presidente;
- Nomeação de interventor judicial;
- Auditoria completa nas contas do clube;
- Convocação de novas eleições em até 90 dias.
- Os fatos mais graves
- Venda irregular do CT José Carlos Macieira, avaliado em mais de R$ 6 milhões, feita sem consulta aos sócios e com o próprio presidente atuando como procurador do vendedor, e não do clube.
- Ausência de transparência: até hoje não houve prestação de contas clara sobre o destino dos valores, e, em quase duas décadas de gestão, o que se viu foram apenas duas ou três demonstrações precárias, sem qualquer relatório financeiro devidamente auditado.
- Concentração indevida de poder: mudanças sucessivas no estatuto deram poderes quase absolutos ao presidente, restringindo a democracia e impedindo a participação dos sócios.
- Prejuízo à função social do clube: a torcida e a comunidade foram sistematicamente excluídas das decisões mais importantes da história do Sampaio.
- As violações legais
- Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023): descumprida pela ausência de governança democrática e mecanismos de integridade.
- Constituição Federal (arts. 215 e 216): desrespeitada, pois o clube é patrimônio cultural imaterial do Maranhão.
- A prova na imprensa
- O jornal O Imparcial revelou que:
- Desde 2009, parte do CT já estava negociada por imobiliária com o aval do atual presidente.
- Em 2022, o Ministério Público firmou um TAC obrigando o Sampaio a pagar R$ 200 mil a um “antigo dono” do CT, fato que permanece nebuloso até hoje.
- Em 2025, veio a demolição de parte do CT, confirmando a dilapidação de um dos maiores patrimônios do clube.
- A gravidade do momento
- Em agosto de 2025, a eliminação na Série D deixou o Sampaio sem calendário nacional em 2026 — reflexo direto da má gestão esportiva e administrativa.
- O clube, centenário e símbolo do povo maranhense, corre o risco de perder definitivamente sua identidade e função social se a Justiça não agir com urgência.
- O que exigimos:
- Que o Ministério Público e a Justiça atuem imediatamente, com afastamento do atual gestor e nomeação de interventor.
- Que sejam feitas audiências públicas com a torcida, para discutir o futuro do clube.
- Que a transparência volte a ser regra, e não exceção.
- Que o Sampaio Corrêa retorne às mãos do povo, seu verdadeiro dono.
“O Sampaio Corrêa não é feudo nem espólio. É patrimônio cultural, afetivo e popular do Maranhão. Por amor ao clube, denunciamos, exigimos justiça e lutaremos até o fim pela verdade e pela devolução do Sampaio ao seu povo.” Afirmou o professor.