- Adonias Soares
- 07/05/2012
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Por Sukarno Cruz Torres
Um prefeito é vencedor, quando na sua gestão administrativa ele cumpre suas metas, executa o seu plano de ação e realiza seus objetivos no prazo de seu mandato. O futuro de nossa cidade seguirá dependendo de experiências projetadas através de referências do passado e vivências do presente. O tempo manda no mundo, dele depende o momento ou a ocasião apropriada para que a gestão de um prefeito se realize. Nossos filhos e netos não podem pagar um preço tão alto pelas decisões erradas tomadas por governantes que tivemos. A vida já é curta e nós a encurtamos ainda mais desperdiçando o tempo. Guardadas as devidas proporções, em Presidente Dutra, politicamente tivemos na história recente uma década perdida no tempo e direção.
Nesta última década, em um período de frustrações, sem ações importantes do governo municipal que pudessem contribuir com o desenvolvimento da cidade, ficamos parados no tempo. O crescimento de Presidente Dutra dependeu como nunca do fator sorte e da boa vontade dos nossos conterrâneos, que independente de ações políticas, souberam manter suas forças e coragens para continuar as suas lutas do dia-a-dia. Precisamos cada vez mais de inclusão social dos que ficaram menos favorecidos.
Tivemos como herança, um período longo de estagnação, mesmo possuindo um potencial sem igual. É de conhecimento de todos que temos uma excelente e estratégica localização. Mesmo assim, somente pela força do seu povo, vivemos um momento de crescimento econômico, aumento demográfico e expansão imobiliária.
Precisamos de um novo modelo de desenvolvimento, gestores com novas propostas e medidas políticas capazes de aproveitar essas mudanças. Os efeitos remanescentes da administração municipal são desastrosos. Uma década se perde não apenas pelo esgotamento dos seus políticos, procedimentos e doutrinas, mas também pela inacreditável teimosia em se admitir que o mundo não possa mudar.
Essa “Década Perdida” serve como um exemplo real de que a má administração pública, conjugada com a incompetência, pode gerar os piores frutos no âmbito político, econômico e social de um município. As grandes mudanças devem e podem começar com a participação mais efetiva da sociedade no poder.
Sukarno Cruz Torres é presidutrense, mora em São Luis, é Analista Financeiro e Técnico em Contabilidade
- Adonias Soares
- 06/05/2012
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Normalmente quando um pré-candidato aparece bem colocado numa pesquisa de intenções de votos, o mais comum é ganhar adesões à sua pré-candidatura. Esta regra não se aplica a Hernando Macêdo (PC do B – Foto) pré-candidato a prefeitura de Dom Pedro cidade a 310 quilômetros de São Luis. Na pesquisa feita pelo Instituto ESCUTEC (Leia aqui) com 300 entrevistados nos dias 12 e 13 de abril, Macêdo aparecia na estimulada com 20 pontos e na espontânea com 27 pontos à frente da atual prefeita Arlene Costa (PSD) que concorre à reeleição. Em vez de receber adesões por estar na dianteira da disputa, Hernando Macêdo perdeu o apoio de importantes lideranças políticas que lhe acompanharam nas duas eleições que concorreu. Foram elas: Francisco José Ribeiro Bezerra, o Chico do Waldemar ex-prefeito do município por duas vezes, Ivonilson Amâncio ex-vereador, o vereador Dr. Valbert e Diogo da Santa Vitória ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Dom Pedro que nos últimos dias declararam apoio a atual prefeita do município Maria Arlene Barros Costa.
Alguns dados a respeito das lideranças acima citadas devem ser levados em consideração. Vejamos: Henando Macêdo pode ser considerado cria do ex-prefeito Chico do Waldemar. Foi Chico que em 2004 lançou o desconhecido Hernando Macêdo candidato a prefeito pelo seu grupo, ou seja: Hernando aterrissou em Dom Pedro e encontrou um grupo político prontinho, mesmo assim perdeu para o ex-prefeito Ribamar Costa Filho por quase mil votos de diferença. Quatro anos depois, em 2008, Chico do Waldemar novamente lança Hernando e ele perde para a atual prefeita por 52 votos de diferença. Hernando Macêdo disputou as duas eleições que perdeu pelo PMDB e o seu vice sempre foi o ex-vereador Ivonilson Amâncio. Ivonilson é daquelas lideranças políticas que conhece e sabe o nome do eleitor e dos demais membros da família deste eleitor e hoje abandonou o barco de Hernando. O vereador Dr. Valbert, político tarimbando e aliado histórico de Chico do Valdemar resolveu acompanhá-lo no apoio à prefeita. Filiado ao PC do B do ex-deputado Flávio Dino, adversário ferrenho do governo estadual, Hernando ver a cada dia que passa seus antigos aliados se debandarem para o grupo arlenista distanciando-se cada vez mais do seu projeto político de querer ser prefeito de Dom Pedro. Por conta de sua filiação ao PC do B de Flávio Dino, sua situação não é nada confortável dentro do governo do estado. E as adesões de aliados hernandistas ao grupo da prefeita Arlene Costa não pararam depois da divulgação da pesquisa ESCUTE, confira: Empresários João Galinha e Jonas Pereira, Raimundo Santana, Chagas do Bar do Mercado, Raimundo Chuva, Waldemar dos Potes, Vieirinha Veloso, Genival do Comércio, Jorge Psiu, Carlinhos das Cochas, Raimundo Pompeu, Eligilson, Diana do Comércio, Gildenor Ferreiro, Nilo do Centro do Primo e família e o Líder Comunitário do Povoado Pacas João Gomes das Pacas, só para citar alguns deles, eram pessoas que brigavam e defendiam Hernando Macêdo nos quatro cantos da cidade e hoje não defendem mais. “Estamos muito felizes com a presença de muitos amigos que agora vieram fazer parte da administração progressista de nossa prefeita e com certeza vão dar sua parcela de contribuição para Dom Pedro continuar no rumo certo”, comemora um assessor da prefeitura.
- Adonias Soares
- 05/05/2012
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O militar Adroldo Cunha Nascimento, candidato do prefeito Nenzin em Barra do Corda, ocupou ontem uma emissora de rádio local para informar da sua desistência para que seja garantida a união do grupo político a que pertence.
Fiel ao prefeito, Adroldo vinha sofrendo resistências desde que teve seu nome lançado pelo próprio Nenzin. Equilibrado e sensato, o militar decidiu abrir mão da sua postulação.
Adroldo deixou claro que não pretende ser uma pedra no meio do caminho da sucessão interna do grupo do prefeito. A decisão foi recebida por Nenzin como demonstração de lealdade e de companheirismo.
Agora, o tabuleiro da sucessão municipal de Barra do Corda terá um novo recomeço. As pesquisas indicam que o candidato apontado pelo prefeito tem amplas chances de vencer o pleito, caso a oposição permaneça dividida.
- Adonias Soares
- 03/05/2012
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Ao andar de pires na mão, quase que se humilhando ao deputado federal Pedro Fernandes, Presidente Estadual do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, tentando arrancar na marra o recém criado Diretório Municipal do PTB do ex-Gestor Regional de Educação Biné Soares só mostra o grau de desespero e despreparo político da prefeita de Presidente Dutra Irene Soares. Seria birra para não vê-lo vice de Juran ou pura perseguição política ao ex-aliado? Irene sabe que seu grupo está desmantelado, ferido de morte e não tem mais como consertá-lo. O estrago provocado com a ida de Biné para o grupo de Juran foi muito grande e deixou cicatrizes profundas e incuráveis, eis o motivo de tanta preocupação de Irene. Ela sabe que jamais terá Biné e a família Soares de volta ao grupo mesmo lhes tomando o partido. Mas age com a máxima de: “Se não ficar comigo, não fica com mais ninguém”. O estranho é que para atingir seus objetivos, Irene Soares usa o empresário Raimundinho da Audiolar na empreitada de tomada do PTB de Biné Soares e ele ainda não se deu conta de que está sendo usado. De uma forma ou de outra, o estrago já está feito no grupo irenista e quanto mais Irene e Raimundinho se movimentam para convencer Pedro Fernandes a tomar o partido de Biné na marra, mas se queimam com a opinião pública. “Coisa de ditadores”, avalia um observador político atento. Mas digamos que Pedro Fernandes faça a vontade da prefeita lhe dando o partido e rifando Biné, Raimundinho aceitaria ser candidato por um partido que fora arrancado a força de quem o convidou a se filiar? Raimundinho, sendo candidato nestas circunstâncias teria o aval de todos os demais integrantes do grupo da prefeita sem haver defecções? Perdendo o PTB, Biné Soares e a família Soares voltariam para as barras da saia da titia? Raimundinho, na verdade está querendo ser candidato ou só estaria macumunado com a prefeita com o objetivo de tomar o partido de Biné? Não acredito nisso. Por último; Raimundinho estaria querendo ser candidato compondo uma chapa tendo Priscylla Sá de vice, ou apenas querendo o PTB para mais adiante levá-lo a compor com a Terceira Via cujo candidato deverá ser seu irmão José Alves Carvalho, o Zezim da Construtorres? São indagações que serão esclarecidas ainda no decorrer desta semana quando Raimundinho da Audiolar deve retornar de São Luis, após encontro com Pedro Fernandes e a prefeita Irene Soares. O encontro entre os três aconteceu nesta quinta-feira e mais uma vez a prefeita mostrou que não está nem aí para os seus aliados. A exemplo do que aconteceu na primeira reunião com o empresário Fernando Sá, novamente ela não comunicou a aliados como Aristeu Nunes e Zezão e Itamar e Lindomar Lucena, pessoas diretamente interessadas na composição de candidaturas que precisam e devem ser consultadas.
- Adonias Soares
- 03/05/2012
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Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim, foi condenado a oito anos e três meses de reclusão.
SÃO LUÍS – A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) condenou, nesta quinta-feira (3), o prefeito do município de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim, a oito anos e três meses de reclusão e o inabilitou a exercer cargo ou função pública pelo prazo de cinco anos. Ainda cabe recurso da decisão tomada por maioria de votos, que, também, determinou o seu imediato afastamento do cargo de prefeito.
Nenzim foi condenado por crime de responsabilidade dos prefeitos previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº. 201/67, que define como crime “apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. De acordo com a ação penal movida pelo Ministério Público estadual – baseada em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) – o município de Barra do Corda pagou aluguel de casas para dois delegados de polícia e um comandante da PM no município, em administração anterior do prefeito, no ano de 1999.
Os desembargadores Raimundo Nonato de Souza (revisor) e Raimundo Melo, que haviam pedido mais tempo para analisar o processo (pedido de vista), votaram pela condenação, por considerarem que o réu desviou dinheiro público em proveito alheio. “Só o fato de autorizar pagamento de aluguel, importa em recebimento desse pagamento por terceiro. E, dessa conduta, resulta em proveito de terceiro”, disse Raimundo Nonato de Souza, que enfatizou ser de competência do Estado este tipo de despesa.
Em seu voto, o desembargador Raimundo Melo ressaltou que a materialidade do crime atribuído ao acusado restou suficientemente comprovada pelo relatório do Departamento de Controle Externo das Administrações Municipais. Segundo o magistrado, decisão do TCE-MA entendeu pela rejeição das contas da Prefeitura de Barra do Corda, exercício de 1999. Concluiu que cópia dos documentos da prestação de contas referente ao exercício financeiro daquele ano demonstram as despesas irregulares, bem como restou comprovada a autoria por parte de Nenzim.
O prefeito, também, foi denunciado por pagar R$ 55.200 por serviços contábeis e R$ 80 mil para contratação de uma orquestra para festejos carnavalescos, procedimentos considerados feitos sem licitação pelo TCE e apontados pelo Ministério Público.
Em sessão anterior, o desembargador José Luiz Almeida (relator) votou pela absolvição do réu, por considerar que não havia provas suficientes para embasar a condenação de Nenzim. Entendeu não ter havido dolo (quando há intenção de cometer o crime) por parte do prefeito, quando decidiu alugar as casas para os delegados e o comandante de polícia.
Prescrição
A ação penal do MPE, também, havia denunciado Nenzim por outros possíveis delitos, como falta de processos licitatórios para realização de obras e serviços, aquisição de combustível, merenda e material escolar. O relator José Luiz Almeida julgou esses supostos crimes como prescritos, entendimento com o qual concordaram os desembargadores Raimundo Nonato de Souza e Raimundo Melo, exceto no caso das despesas consideradas irregulares, como a locação de imóveis.
A ação foi julgada parcialmente procedente. Raimundo Souza argumentou que o próprio Nenzim, em interrogatório, disse não se recordar quanto ao pagamento de aluguel. Disse que a permanência do prefeito no cargo representa grave risco ao interesse público, para justificar o seu imediato afastamento. Citou jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A defesa sustentou que, ao efetuar o pagamento da locação, o prefeito se prontificou a custear as despesas no intuito de assegurar segurança pública ao município, pois o Estado não disponibilizou recurso para que houvesse delegado ou comando da PM no município. Refutou todas as demais acusações, alegando ter anexado aos autos documentos que comprovavam a realização das licitações.
- Adonias Soares
- 30/04/2012
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