- Adonias Soares
- 22/12/2013
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Uma ação coordenada pela Delegacia Geral de Polícia Civil, com a participação das superintendências de Polícia Civil da Capital (SPCC) e Estadual de Investigações Criminais (Seic) resultou na prisão, na noite de sábado (21), do empresário Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de intermediar a negociação do assassinato do jornalista Décio Sá.
Durante as investigações que culminaram com recaptura do criminoso, também foram detidos o investigador da Polícia Civil, José Ribamar da Conceição Martins e o vigilante Ednaldo Cruz da Silva, que prestava serviços na delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV). O auto de prisão em flagrante apontou que existia um esquema, no qual o policial e o vigilante receberam propina do empresário, para que ele fosse liberado para circular por São Luís.
Na manhã do domingo (22), a delegada geral, Maria Cristina Resende, acompanhados dos delegados Augusto Barros, da Seic; e Katherine Chaves, da SPCC, explicaram, em entrevista coletiva, como se deram as investigações e o levantamento de provas e informações sobre a movimentação para a saída do criminoso.
Junior Bolinha foi detido depois de uma perseguição policial na altura do retorno do Olho d’Água. Um empresário, que segundo informou a delegada Geral, Cristina Resende, estaria sofrendo ameaças e comunicou a polícia sobre as intenções do empresário.
“Todas as denúncias que chegavam à Polícia Civil eram checadas. Passamos a monitorá-lo, a partir da informação que ele estaria na rua, e todas às vezes montávamos uma ação a fim de fazer o flagrante e ainda não havíamos conseguido comprovar. Ao saber da possível saída dele (Junior Bolinha), começamos a monitorar a conduta do detento. Com as informações, monitoramos, também, as pessoas que os rodeavam e, ao comprovarmos a saída e com a confirmação de que ele se encontraria com o empresário, deslocamos as equipes e conseguimos, após a perseguição, recaptura-lo”, explicou a delegada Cristina Resende.
Ameaças
Júnior Bolinha, segundo o auto de prisão em flagrante, teria feito diversas ameaças ao empresário, identificado apenas como Jonison. Em depoimento, ele contou à Polícia Judiciária que as ameaças eram por conta de uma dívida, no valor de R$ 180 mil, referente ao aluguel de máquinas pesadas que ele teria feito com Junior Bolinha. O empresário disse aos delegados que teria acertado um encontro com Junior Bolinha e, ao chegar ao local combinado, foi obrigado a entrar no carro que estava sendo conduzido por Junior Bolinha, um Corolla cor Champagne e sem placas.
“Ao perceber a aproximação do pessoal da Seic, Júnior Bolinha arrancou o carro em alta velocidade. Diante da atitude, os policiais deram início à perseguição. O veículo andou por várias avenidas de São Luís e, nas proximidades do retorno do Olho d’Água, uma pessoa saltou do carro e se constatou que se tratava do empresário”, contou o superintendente Estadual de Investigações Criminais.
O delegado Augusto Barros falou, ainda que, antes de ser preso, Junior Bolinha esteve em sua residência no bairro do Araçagi e, no local, participou de uma festa, chegando a ingerir bebidas alcoólicas.
Prisão
Outras viaturas continuaram a perseguição e o cerco. Nas proximidades do Araçagi uma segunda pessoa desceu do carro e, ao realizarem a abordagem, as equipes policiais confirmaram que era Junior Bolinha.
Com a confirmação de que o preso não estava na delegacia, a superintendente de Polícia Civil da Capital, Katherine Chaves, se deslocou até a DRFV e comprovou que o investigador Martins, que estaria de plantão no sábado (21), não se encontrava na delegacia. “O vigilante que lá estava confessou ter recebido R$ 150,00 para permitir a saída de Junior Bolinha. A Polícia Civil acredita que, ao se ausentar do distrito, o investigador se dirigiu à cela do preso e, após o termino da conversa, disse ao vigilante que fosse a cela de Júnior Bolinha, isso comprova que já existia um acerto antes”, disse.
Em relação à prisão do investigador, a delegada Geral, Cristina Resende, foi enfática ao dizer que a Polícia Civil não compactua com este tipo de conduta. “Estamos prendendo o policial, porque praticou um crime, e essa será a resposta para qualquer profissional da nossa Instituição que se envolva com práticas delituosas”, afirmou.
Junior Bolinha foi autuado em flagrante nos artigos 33, por corrupção ativa; 147 pelo crime de ameaça e no artigo 148, por sequestro e cárcere privado. Já o vigilante foi autuado nos artigos 317(corrupção passiva) e artigo 351, por facilitação de fuga e o policial no artigo 317, também por corrupção passiva.
Júnior Bolinha foi transferido, na tarde deste domingo (22), para uma Unidade Prisional do Sistema Penitenciário e a partir de agora ficará sob a custódia da Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap). Já o investigador permanece detido na delegacia Especial da Cidade Operária (Decop). O vigilante foi encaminhado para o Centro de Triagem de Pedrinhas. As investigações devem prosseguir. A Polícia Judiciária está averiguando o paradeiro do veículo Corolla que deu fuga para Júnior Bolinha e se há o envolvimento de outras pessoas no fato.
- Adonias Soares
- 22/12/2013
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O pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, Luis Fernando Silva, fe-chará o ano de 2013 com apoio público de pelo menos quatro dos cinco prefeitos eleitos em 2012 pelo PCdoB – partido do seu provável adversário Flávio Dino. Dois destes prefeitos – Bruno do Breado, de Igarapé Grande, e Nonato Silva, de Cajapió – decidiram deixar a legenda para se dedicar à ali-ança com o peemedebista. O secretário mantém intensa articulação também com lideranças de outros partidos da oposição, como PSB, PSDB, PPS e PDT e espera tê-los em seu palanque no ano que vem.
A aproximação entre Luis Fernando e os prefeitos comunistas tem relação com o histórico político de cada um. E tem se fortalecido mesmo diante da pressão dos membros do partido de Flávio Dino pelo afastamento dos gestores.
Em 2012, os comunistas elege-ram prefeitos em cinco municípios maranhenses – Lajeado Novo, Gonçalves Dias, Cajapió, Igarapé Grande e Dom Pedro. Chegaram a comemorar vitória do partido nas urnas. Mas todos os prefeitos eleitos – inclusive Hernando Macêdo, de Dom Pedro, único a ainda se manter alinhado ao projeto de Flávio Dino – tinham ligações políticas históricas com os partidos da base do governo Roseana Sarney (PMDB), o que os levou a se aproximar de Luis Fernando.
Edison Santos, de Lajeado Novo, tem participado de todos os eventos do pré-candidato peemedebista na região tocantina. Em pelo menos duas oportunidades fez questão de aparecer na foto ao lado do candidato ao governo. Vilson Andrade, de Gonçalves Dias, também participa dos eventos de Luis Fernando, embora se mantenha filiado à legenda do chefe comunista no maranhão.
Defecções – O primeiro a decidir deixar o PCdoB – após patrulhamento dos correligionários comunistas – foi Bruno Costa Galvão, o Bruno do Breado, prefeito de Igarapé Grande. No início de outubro, ele e seu pai, Edvaldo Lopes Galvão, o Breado, uma das principais lideranças da região do Médio-Mearim, anunciaram a saída das hostes comunistas por incompatibilidade com os ideias de seus líderes no Maranhão.
Dias antes, em evento do chefe comunista na região, a ausência dos dois foi comentada, até que eles informaram que não acreditavam no projeto comunista para o Governo do Estado. Desde então, os dois se mantêm alinhado ao projeto do candidato Luis Fernando Silva.
Na semana que passou, foi a vez do prefeito de Cajapió, Nonato Silva. Ele veio a São Luís para comunicar aos aliados de Luis Fernando Silva que também estava deixando o PCdoB para apoiar oficialmente a campanha do candidato do PMDB.
Cajapió é uma espécie de feudo eleitoral da família do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) – principal tutor da vida política de Flávio Dino. A irmã de Tavares, Ana Sílvia, mãe do deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), é a vice de Nonato Silva. Por conta disso, os Tavares tentavam controlar a Prefeitura para direcioná-la ao projeto eleiotoral do afilhado comunista do ex-governador, que nenhuma relação pessoal mantinha com o prefeito. Nonato Silva decidiu, então, se afastar deles e buscar apoio no grupo do peemedebista. Vai se filiar ao DEM e apoiar os candidatos a deputado César Pires (DEM) e Júnior Marreca (PV).
Único remanescente dos prefeitos eleitos em 2012 pelo PCdoB, Hernando Macedo deixa claro que mantém relação amigável e próxima com seus ex-aliados de PMDB. Deverá permane-cer com Flávio Dino até a campanha, mas sem quebrar lanças que impeçam a relação cordial com o Governo do Estado e principalmente com os peemedebistas.
Relação com oposicionistas é de respeito
A relação do secretário Luis Fernando Silva é de respeito com todas as lideranças de oposição em todo o estado. Com o tratamento dado a prefeitos, deputados e outras lideranças de PSDB, PSB, PDT, PPS e PCdoB, o pré-candidato do PMDB tem colhido admiração dos adversários.
Do PSDB ele já tem o apoio público do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que tenta convencer a legenda a formar aliança com o PMDB no Maranhão. A maioria dos tucanos torce o nariz para a possibilidade de aliança com Flávio Dino, defendida pelo presidente da legenda, deputado Carlos Brandão, que sofre ascendência do ex-governador JR Tavares.
Entre os prefeitos do PSB, a relação também é muito próxima com todos. Na condição de secretário de estado, Luis Fernando já firmou parceria com os gestores socialistas de Timon, Luciano Leitoa; de Caxias, Leonardo Coutinho; de Santa Inês, Ribamar Alves, e de Balsas, Luiz Rocha Filho, o Rochinha. E todos retribuem com agradecimentos públicos, apesar da patrulha oposicionista.
A proximidade de Luis Fernando Silva dos pedetistas se dá no âmbito da Assembleia Legislativa. Os deputados Carlinhos Amorim e Valéria Macêdo votam sistematicamente com o governo Roseana Sarney (PMDB), e acompanham eventos de Luis Fernando na região tocantina.
Outra deputada eleita pela legenda, Graça Paz optou por transferir-se para o PSL, ao lado do marido, Clodomir Paz, uma das principais lideranças do PDT no Mara-nhão. O casal tem sido responsável pela aproximação do prefeito de Barreirinhas, Léo Costa, que já firmou parceria com o governo para obras em seu município.
Mais
O PPS é o único partido de oposição no Maranhão que não se alinha nem com o projeto de Flá-vio Dino, nem com o de Luis Fernando. A legenda tem pré-can-didata ao governo a deputada estadual Eliziane Gama, que disputa com os dois o apoio das demais legendas.
De: O Estado do Maranhão.
- Adonias Soares
- 21/12/2013
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Mas de 130 Policiais Militares estarão garantindo a segurança dos foliões.

Hoje pela manhã o Major Ivaldo Barbosa e o Tenente Cid Antônio apresentaram em Dom Pedro a estratégia elaborada para garantir a segurança dos foliões e da população em geral, durante o período do Dom Pedro Folia que acontece amanhã e domingo, 21 e 22 de dezembro.
“Nossa expectativa de público gira em torno de 15.000 pessoas por dia nas ruas da cidade, para isso estamos trabalhando com um número expressivo de policiais, quantidade essa nunca vista antes em Dom Pedro em outros eventos, estamos falando de 133 policiais, 14 viaturas e uma unidade fixa, um trailer, que funcionará nas proximidades dos camarotes”, declarou o Tenente Cid Antônio, responsável pelo comando policial em Dom Pedro.
A Polícia já realiza ações preventivas de segurança, blitz para conter uso de armas, apreensão de drogas e identificação de veículos roubados. As abordagens estão sendo feitas em todo o perímetro urbano.
O Major Ivaldo Barbosa que responde pelo comando da região, afirmou que estão em Dom Pedro reforços de várias cidades, entre elas Bacabal, Caxias, Timon e Pedreiras, “estamos trabalhando para garantir a segurança de todos, teremos ainda a Operação Serviço Velado, onde policiais à paisana circularão junto à multidão para identificar possíveis suspeitos. Estamos a um dia do evento e nosso trabalho já começou”.
A Polícia alerta que garrafas de vidro de qualquer tipo estão proibidas, assim como uso de objetos cortantes e armas de qualquer espécie estando o portador sujeito as penas prescritas na Lei.
Para o Prefeito Hernando Macedo o trabalho da policia é fundamental para o sucesso do evento, “sempre que solicitamos recebemos o apoio da nossa policia, quero agradecer ao Secretário de Segurança Aluísio Mendes pelo apoio, graças ao trabalho deles estamos seguros de que o evento será um sucesso e trará pra Dom Pedro reconhecimento e renda, seremos reconhecidos por fazer um carnaval fora de época organizado e seguro, e a cidade ganhará com a entrada de recursos trazidos pelos milhares de foliões que já começaram a chegar”, finalizou o prefeito de Dom Pedro, Hernando Macedo.
- Adonias Soares
- 20/12/2013
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Como prometido, após publicar a “defesa” de Edivaldo Holanda Júnior (PTC) feita por Flávio Dino (PCdoB), no post logo abaixo, vou analisar o que realmente há por trás dessa “defesa”.
Flávio Dino começa a “defesa” com o seguinte:
“Apoiei a candidatura de Edivaldo Holanda Junior a prefeito de São Luís desde o primeiro momento. Conquistamos uma bela vitória em 2012.”
Como a administração de Edivaldo Holanda Júnior é um fiasco pior que a encomenda, aos incautos poderá parecer que Dino é um destemido, um herói da política, que não teme dizer que o poste Edivaldo Júnior recebeu seu apoio.
Nada disso. Primeiro, não há como Flávio Dino diga que não apoiou o desastre Edivaldo Holanda Júnior. Júnior é um Frankenstein criado pelo aprendiz de feiticeiro Flávio Dino. Negá-lo agora seria pior do que tê-lo criado.
Mas não é só. Flávio Dino precisa manter a hegemonia na Prefeitura de São Luís, com o que conta para obter vantagens financeiras de campanha. Chutar Edivaldo Holanda Júnior antes da eleição de 2014 seria suicídio.
No segundo parágrafo Flávio Dino diz:
“Em um cenário inicial de dificuldades, há quem cogite que estou arrependido. Ao contrário. Edivaldo tem sido leal, correto, dedicado aos interesses da nossa capital. Ele não roubou dinheiro público, não abriu contas bancárias em paraísos fiscais, não curvou a espinha à prepotência dos poderosos, não se seduziu pelo “canto da sereia” das facilidades do poder.”
Reparem bem. Dino e Edivaldo, em campanha, diziam que administrar São Luís seria moleza, tratava-se apenas de compromisso com a população. Tanto que Edivaldo Júnior tratou de mentir que em três meses São Luís seria outra. Não sou eu a dizer, não é a “oligarquia” a dizer. Os vídeos de campanha eu os tenho todos. Quero crer que os leitores também lembram.
Mas há um detalhe, pelo menos para quem trabalha com a palavra como eu, que não pode passar em branco. Ao enumerar os motivos por que não está arrependido de ter sido o fiador da candidatura de Júnior, Flávio Dino começa pelo seguinte:
– Edivaldo tem sido leal, correto…
Ou seja, Dino não elogia primeiro as qualidades administrativas de seu dileto poste. Nada disso. Flávio Dino defende Júnior por ser “leal, correto” com ele, Flávio Dino. Ou vão agora querer dizer que um prefeito é “leal, correto” com a população? Para só depois dizer que Júnior é “dedicado aos interesses da nossa capital”.
Isso quer dizer o seguinte: Dino não está nem aí se a administração é um desastre, preocupa-o é o risco de não contar com o apoio luxuoso da máquina da Prefeitura de São Luís na disputa de 2014.
Então, no parágrafo seguinte vem o que alguns poderiam chamar de piada, mas que na verdade é escárnio com a população de São Luís:
“Edivaldo trabalha muito e tem procurado acertar. Por isso mesmo, é vítima de uma campanha impiedosa. A mídia da oligarquia não dá descanso. Todos os dias fazem agressões pessoais e cobram que ele resolva, em menos de 1 ano, problemas acumulados em décadas.”
Quem será o energúmeno a acreditar que Edivaldo Holanda Júnior é perseguido por trabalhar demais? Desde quando “a mídia” (gente do PT e do PCdoB adora usar de forma ignorante essa palavra) “da oligarquia” faz “agressões pessoais”?
Flávio Dino, como bom oposicionista maranhense, esquece que o que ele chama de mídia da oligarquia teve papel decisivo na vitória de Edivaldo Holanda Júnior. Se o poderoso jornal O Estado do Maranhão e a poderosa TV Mirante tivessem mostrado quem é Edivaldo Holanda Júnior, bom, ele não teria chegado ao segundo turno da eleição.
Acontece que “a mídia da oligarquia” fez um pacto com Edivaldo Holanda, o pai, que, como está nos arquivos do blog, esteve reunido com Fernando Sarney, quando tudo foi acertado. E a resposta do acordo há muito está funcionando, quero dizer, a Prefeitura de São Luís tem contrato gordo de divulgação com a TV Mirante.
Mais importante: Flávio Dino mentiu no horário eleitoral quando disse que o grupo Sarney apoiava o então prefeito João Castelo (PSDB), quando na verdade vários deputados do grupo Sarney declararam apoio a Edivaldo Holanda Júnior, entre eles Roberto Costa e Pedro Fernandes, para só ficar em dois exemplos. O energúmeno chamado João Alberto, que é senador, também apoiava Edivaldo Holanda Júnior, tanto que depois da eleição emplacou uma senhora na administração de São Luís.
Mais na frente, Flávio Dino diz o seguinte:
“O governo do Estado em nada ajuda São Luís. Vejamos, por exemplo, a situação da saúde. Se o sistema funcionasse de modo decente no interior do Estado, os Socorrões não estariam super-lotados (sic)e teriam um funcionamento adequado. Como não há hospitais regionais com a qualidade necessária, os dramas das famílias maranhenses chegam até São Luís ou Teresina.”
A primeira frase é indigna. Assim que eleito, Edivaldo Holanda Júnior recebeu do Governo do Estado proposta para parcerias, inclusive na área de saúde. O que se passou até aqui? Justamente, é o PCdoB de Flávio Dino que faz o possível e o impossível para que a parceria não medre.
Mas Dino comete um grande equívoco quando diz que os “socorrões” não funcionam de forma adequada por causa do péssimo funcionamento da saúde nos interiores do Maranhão. Pela primeira vez (e eu estou a me criticar, já que nos arquivos do blog o leitor poderá encontra minhas críticas ácidas ao projeto de criação dos hospitais, quando fui finalmente alertado pelo jornalista Walter Rodrigues (1950-2010) da qualidade e importância do projeto) o Maranhão tem um projeto na área de saúde.
Vou ficar só num exemplo: como Flávio Dino e alguns oposicionistas vão se dirigir a quem está a se beneficiar do hospital de Barreirinhas? As pessoas das cidades de Icatu, Morros, Santo Amaro, Humberto de Campos, Urbano Santos e da própria Barreirinhas, beneficiárias do hospital, vão cair na conversa de que os hospitais não existem ou que não prestam? Se o discurso da oposição, na área de saúde, for esse, bem, será um fiasco.
Poderia seguir a analisar frase por frase, parágrafo por parágrafo. Mas seria cansativo e inócuo, o núcleo do discurso de Dino já foi devidamente desmascarado. Mas posso me deter nisto:
“Estou junto com Edivaldo para ele seguir trabalhando com seriedade e independência, apesar das pressões e da discriminação da oligarquia contra São Luis.”
“Discriminação da oligarquia contra São Luís”? Meu Deus! Imaginar que a população de Imperatriz (segunda maior cidade do Maranhão e minha segunda paixão) era contra Roseana Sarney por acreditar que o Governo do Estado só tinha mimos para São Luís! Flávio Dino, na contramão dos fatos, diz justo o contrário!!
Agora, meus caros, o que me deixa indignado é a farsa. Vejamos.
Cafeteira, único oposicionista a ter voto sem comprá-los, dizia o diabo de Sarney, era a forma de manter-se na política de maneira vitoriosa. Foi governador pelas mãos de Sarney. Então, esqueceu que havia “uma oligarquia” no Maranhão. Ao fim do mandato, rompeu com Sarney e o discurso da oligarquia voltou. Em 2006, foi eleito senador pelas mãos de Roseana Sarney, desde então esqueceu a palavra oligarquia.
Jackson Lago (PDT) falava em oligarquia até quando dormia. Em 2000, fez aliança com Roseana Sarney, num projeto que passava por sua reeleição a prefeito de São Luís e pelo apoio na disputa pelo Governo do Maranhão em 2002. Surgiu o caso Lunus, a candidatura de Roseana à Presidência da República caiu no poço, Jackson Lago, que era míope em política, achou que o grupo de Roseana estava morto no Estado, rompeu o acordo e voltou a falar em oligarquia.
Flávio Dino é legítimo herdeiro de ambos. Em 2004 pensou em deixar a toga para ser candidato a prefeito de São Luís pelo PT com o apoio de Roseana Sarney. Chegou a se encontrar com ela em Brasília. Na minha coluna no jornal Diário da Manhã falei do acordo que se formava. Gerou-se uma confusão tremenda, a maioria dos petistas, inclusive os que hoje se abraçam com Roseana numa boquinha no Governo do Estado, ficou indignada. A candidatura caiu no poço.
Em 2008, já deputado federal graças à máquina do Governo do Estado (o governador era o afilhado rompido com Sarney, José Reinaldo Tavares), Flávio Dino lançou-se candidato a prefeito de São Luís. Queria o apoio de… Sim, Roseana Sarney. Um encontro foi marcado, mas o deputado Raimundo Cutrim, então no DEM, sentiu-se com isso abandonado por seu grupo e, no horário eleitoral na TV, pôs a boca no trombone, contou do encontro de Flávio com Roseana. O encontro teve de ser abortado. (Entre parênteses, registre-se: Raimundo Cutrim rompeu com seu grupo de origem e se filiou ao PCdoB, prova da profunda ideologia de ambos, PCdoB e Cutrim).
Como em 2014 haverá eleição para governador, Flávio Dino berra contra a oligarquia que quis abraçar em 2004 e 2008.
Depois uns três ou quatro gatos pingados dizem que eu é que sou contra a oposição. Só rindo.
- Adonias Soares
- 19/12/2013
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Prefeita Belezinha e Magno Nota 10 no mesmo palanque em apoio a Luis Fernando.
Adversários se unem em Chapadinha em apoio à pré-candidatura de Luis Fernando O secretário de Estado de Infraestrutura, Luis Fernando Silva, pré-candidato do PMDB ao Governo do Maranhão, reuniu na noite de terça-feira (17) representantes das principais alas políticas da cidade de Chapadinha e garantiu das lideranças apoio ao seu projeto de disputar a eleição de 2014. Juntos no mesmo evento estavam a prefeita Dulcilene Belezinha (PRB), organizadora do jantar político; o deputado estadual Magno Bacelar (PV) – que foi derrotado por ela na eleição de 2012 -; os ex-deputados Paulo Neto (PRTB) e Wagner Pessoa; o ex-prefeito Isaias Fortes e sua filha Isamara Menezes. Todos declararam apoio ao peemdebista. “Estamos aqui com todos os grupos juntos porque o nosso interesse é pelo Maranhão, e todos nós sabemos que o melhor para o nosso estado é o Luis Fernando”, declarou o deputado Magno Bacelar. Para a prefeita Dulcilene, o objetivo do encontro foi dar ao pré-candidato a certeza de que, na disputa estadual, as questões locais serão deixadas de lado. Ela destacou o perfil técnico e a experiência de Luis Fernando como gestor. “Estamos deixando as questões locais de lado em prol do bem da nossa cidade. Com Luis Fernando governador, Chapadinha vai ter um futuro melhor porque ele conhece a realidade dos municípios, ele sabe o que nós precisamos para desenvolver nossa cidade”, afirmou. O ex-prefeito Isaias Fortes disse que todas as suas lideranças já estão convocadas para, assim que começar a campanha eleitoral, “cair em campo” para mostrar a Chapadinha “que o pré-candidato peemedebista é um nome preparado para governar o nosso estado”. Receptividade – O secretário Luis Fernando mostrou-se entusiasmado com a demonstração de força política e de coesão mesmo de alas adversárias em torno do seu nome. De acordo com o peemedebista, o jantar oferecido pela prefeita ficará marcado como um “momento histórico” para a política da cidade. Em seu discurso, ele frisou que tem pautado seu trabalho, desde que atuou como secretário no segundo mandato da governadora Roseana Sarney (PMDB), no desenvolvimento do estado por meio da consolidação do municipalismo, participação popular e planejamento democrático das ações de governo. Ele lembrou, ainda, sua gestão à frente da Prefeitura de São José de Ribamar. “Esse é um momento ímpar de Chapadinha. Representa uma corrente positiva em favor dos municípios do Maranhão”, declarou.
- Adonias Soares
- 19/12/2013
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O deputado estadual Jota Pinto (PEN) retornou ontem (18) ao mandato na Assembleia Legislativa, do qual estava licenciado desde o final do mês de outubro.Tecnicamente, o parlamentar deveria ficar fora por 121 dias – e voltar apenas em fevereiro do ano que vem. Quem estava no cargo era a primeira suplente, Priscylla Sá (PEN).Ocorre que houve algum desacerto entre os dois no quesito indicação de emendas parlamentares e Jota Pinto deu um jeito de conseguir um atestado médico que o libera para retomar as atividades imediatamente e, assim, voltar a ocupar sua cadeira na AL, para conseguir beneficiar suas bases eleitorais com recursos no Orçamento de 2014.Apesar da do entrevero, Pinto garante que o retorno foi na base do “paz e amor”. “Não houve crise. Foi tudo conversado”, disse.
Então tá…
Por Gilberto Leda
